Casos de sarampo

Capital concentra maioria dos casos de sarampo em SP

Cidade registra 13 das 16 infecções confirmadas no estado em 2026

Capital concentra maioria dos casos de sarampo em SP
Sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com erupção cutânea e manchas Crédito: Agência Brasil

A cidade de São Paulo concentra a maior parte dos casos de sarampo registrados no estado em 2026. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a capital contabiliza 13 das 16 infecções confirmadas até esta segunda-feira (3). Os outros três casos foram identificados em municípios da Grande São Paulo: dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

O caso mais recente confirmado ocorreu na capital paulista e elevou para 16 o total de registros da doença neste ano. Segundo a Secretaria da Saúde, os pacientes incluem bebês, crianças e adultos. O governo estadual mantém o monitoramento epidemiológico para identificar possíveis cadeias de transmissão e reforçar as medidas de prevenção.

Diante do aumento das confirmações, a capital integra a estratégia especial de vacinação adotada pelo Governo do Estado em conjunto com o Ministério da Saúde. Desde esta segunda-feira (3), pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos podem receber a vacina tríplice viral nos serviços de saúde do município, independentemente da situação vacinal anterior. A medida também foi estendida a Guarulhos e São Bernardo do Campo em razão da circulação do vírus nessas cidades.

A orientação tem como objetivo ampliar rapidamente a proteção da população e interromper a transmissão da doença. Além da vacinação contra o sarampo, a campanha de multivacinação permite a atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos com outros imunizantes previstos no calendário nacional. A mobilização segue até 1º de setembro em todo o estado.

Segundo as autoridades de saúde, o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em alguns casos, a infecção pode provocar complicações como pneumonia, encefalite e outras alterações graves, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A recomendação é que pessoas pertencentes ao público-alvo procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal e, se necessário, receber a dose indicada. Também é orientado que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico e evitem contato com outras pessoas até avaliação clínica, reduzindo o risco de transmissão.

Na capital paulista, a campanha ocorre em todas as unidades habilitadas para vacinação. A expectativa das autoridades é ampliar a cobertura vacinal diante do aumento dos casos registrados nas últimas semanas e evitar a disseminação do vírus. O acompanhamento epidemiológico continua sendo realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica em conjunto com as secretarias municipais de saúde da região metropolitana.

O Estado de São Paulo também segue monitorando novos casos suspeitos e realizando investigação epidemiológica para identificar a origem das infecções e eventuais contatos dos pacientes confirmados. As autoridades de saúde destacam que a manutenção de altas coberturas vacinais é considerada essencial para reduzir o risco de novos registros da doença e prevenir surtos na capital e nos demais municípios paulistas.