Sabesp

Sabesp aprova incorporação da Emae em assembleia

Operação depende apenas de decisão sobre pedido de acionistas

Sabesp aprova incorporação da Emae em assembleia
Estações de Tratamento de Água da Sabesp na Grande São Paulo Crédito: Ascom SP

A assembleia geral extraordinária da Sabesp aprovou, na quinta-feira (30), a incorporação da Emae, etapa considerada decisiva para a reorganização societária das duas empresas. A proposta também recebeu o aval dos acionistas da companhia de energia, mas a conclusão da operação ainda depende da análise de um pedido apresentado por acionistas minoritários, que contestam aspectos do processo junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A incorporação prevê que a Sabesp absorva a totalidade das ações da Emae que ainda não pertencem à companhia. Como contrapartida, os acionistas da empresa de energia receberão ações da Sabesp conforme a relação de troca definida nos documentos da operação. Após a conclusão do processo, a Emae deixará de ter ações negociadas separadamente na B3 e passará a ser subsidiária integral da empresa de saneamento.

Segundo as empresas, a reorganização busca simplificar a estrutura societária, reduzir custos administrativos e integrar as atividades relacionadas à gestão de recursos hídricos e de energia. A proposta foi aprovada anteriormente pelos conselhos de administração das duas companhias e já havia recebido autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sem imposição de restrições concorrenciais.

Apesar da aprovação nas assembleias, a efetivação da incorporação ainda depende do desfecho de um pedido protocolado por acionistas minoritários da Emae na CVM. Os investidores solicitaram o adiamento da assembleia e questionaram informações relacionadas à operação, alegando necessidade de esclarecimentos adicionais. A autarquia analisou o pedido, mas o tema continua sendo acompanhado até a conclusão formal da reorganização societária.

A incorporação integra a estratégia iniciada após a Sabesp assumir o controle da Emae, adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo. Desde então, as empresas vêm adotando medidas para unificar a gestão e ampliar a integração de suas atividades. Com a conclusão do processo, a expectativa é que toda a estrutura operacional e societária passe a funcionar sob uma única companhia, mantendo as operações de saneamento e geração de energia dentro do mesmo grupo empresarial.