Míssil cai na Polônia durante ataque da Rússia à Ucrânia
31 de julho de 202600:01Redação
Polônia acabou sendo atingida por míssil de guerra da RússiaCrédito: Marinha dos EUA
Um míssil caiu em território polonês na madrugada desta quinta-feira (30) durante um grande ataque da Rússia contra cidades da vizinha Ucrânia, país que Vladimir Putin invadiu em fevereiro de 2022.
"Todas as indicações são de que era um míssil balístico Kh-101 russo, mas nós queremos ter 100% de certeza acerca do tipo de míssil e quem o lançou", afirmou o premiê polonês, Donald Tusk. O Kh-101, cerca de 20 dos quais foram lançados contra a Ucrânia durante a noite, na realidade é um modelo subsônico de cruzeiro. O artefato caiu por volta das 3h40 (22h40 de quarta, 29, em Brasília) em um descampado na região de Lublin, no leste polonês. As casas mais próximas ficam a cerca de 2 km da área de impacto, que deixou uma cratera de dez metros de diâmetro.
Otan promete reforçar a segurança da área
Bombardeio a Kiev levou 56 mil moradores a se esconder no metrôCrédito: Kremlin/ Wikimedia Commons
O incidente é um dos mais graves envolvendo os vizinhos da Ucrânia, quase todos integrantes da Otan, caso da Polônia. O comando da aliança militar liderada pelos EUA disse que a violação do espaço aéreo é inaceitável e prometeu reforçar a defesa. Durante o ataque, que envolveu, segundo Kiev, 284 drones e 74 mísseis, Varsóvia colocou no ar quatro caças F-16 para abater eventuais intrusos. No caso do míssil que caiu, ele foi acompanhado, mas como a região a cerca de 80 km da fronteira da Ucrânia era desabitada, não foi gasta munição.
Segundo ataque acidental à Polônia
Em setembro passado, a Polônia também foi objeto da mais séria violação do espaço aéreo da Otan na guerra, na qual 21 drones russos entraram no país, obrigando a abates. Moscou negou intencionalidade, mas a trajetória dos artefatos indicava que eles tinham sido lançados para testar as defesas do país. No episódio desta quinta, Tusk disse que "não há motivo para crer que a Polônia era alvo".
A Romênia também registrou diversas incursões com drones, inclusive com feridos em um caso neste ano.
Quantidade de drones assustou Zelenski
A concentração de mísseis contra Kiev assustou o governo de Volodimir Zelenski, que havia emitido alertas. A menor quantidade de drones sugere também a degradação das defesas antiaéreas ucranianas, como o presidente havia alertado. Sem precisar saturá-las com muitas centenas de drones, os russos lançaram uma quantidade grande de mísseis de cruzeiro e balísticos. Segundo Kiev, 55 foram derrubados. Por Igor Gielow (Folhapress)
Prisão de Evo Morales
O Ministério Público da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales, investigado por supostamente liderar protestos contra o governo. "Foi expedido um mandado de prisão" contra Evo pela investigação sobre bloqueios de rodovias nas manifestações contra o governo entre maio e junho, disse o procurador-geral do Estado, Roger Mariaca.
Protestos de 50 dias
De acordo com a denúncia, o ex-líder é investigado por "insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, instigação pública à prática de crimes e atentado contra a segurança dos serviços públicos" que duraram 50 dias.
Insatisfação com Paz
A mobilização de trabalhadores refletiu a insatisfação com as reformas de Rodrigo Paz e com a falta de resultados para enfrentar a crise econômica. O presidente, eleito após duas décadas de governos socialistas liderados por Evo e Luis Arce, lida com um cenário marcado pela escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além da disparada dos preços.
Onda anti‑Argentina
Em meio a uma onda anti-Argentina desatada durante a Copa do Mundo, o presidente Javier Milei alterou por decreto, na noite desta quarta-feira (29), a Lei de Migrações para expulsar ou proibir a entrada de estrangeiros que tenham proferido "mensagens de ódio" contra a população do país ou seus símbolos pátrios.
Medida dura
"Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o governo nacional reafirma que a defesa da nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem ataca a República Argentina não é bem-vindo em nosso país", afirmou a Casa Rosada ao anunciar a medida.
Não serão bem‑vindos
A Lei de Migrações, que define os proibidos de entrar no país, incluirá aqueles que tenham "proferido discurso de ódio oralmente ou por escrito, ou incitado violência contra o povo argentino como um todo, ou contra qualquer cidadão argentino, motivado por sua nacionalidade".
Por Daniela Arcanjo (Folhapress)
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