A Prefeitura de São Paulo está com inscrições abertas para o curso "Represas Billings e Guarapiranga e o Transporte Hidroviário na Cidade de São Paulo", que será realizado nos dias 19 e 26 de agosto, das 14h às 17h, na sede da UMAPAZ, no Parque Ibirapuera. A atividade é gratuita, presencial e oferece 100 vagas para educadores, estudantes, conselheiros, lideranças comunitárias, administradores de parques, servidores municipais e demais interessados.
A formação propõe discutir o papel das represas Billings e Guarapiranga na segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo, além de abordar as possibilidades do transporte hidroviário urbano. O conteúdo também tratará de temas relacionados ao uso e ocupação do solo, qualidade da água, preservação de nascentes, áreas de preservação permanente e os diferentes usos dos reservatórios.
Segundo a organização, o curso parte de uma perspectiva histórica ao destacar que a navegação fluvial teve papel importante na formação da cidade, quando rios como Tietê e Pinheiros eram utilizados como vias de transporte. Com a expansão dos modais ferroviário e rodoviário e o aumento da poluição dos cursos d'água, essa forma de deslocamento perdeu espaço ao longo do século XX.
A programação pretende discutir o atual cenário da gestão das águas urbanas e apresentar alternativas relacionadas ao uso sustentável dos recursos hídricos. Entre os documentos que servirão de base para as atividades estão o Plano Municipal de Saneamento (PMS), o Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClimaSP) e os Cadernos de Drenagem, utilizados como referência para análises e estudos de caso.
Os organizadores informam que um dos objetivos é promover reflexões sobre a conservação, manutenção e ampliação das áreas verdes da capital e sua relação com rios, lagos e nascentes. A proposta também inclui apresentar diferentes possibilidades de transporte fluvial nas represas Billings e Guarapiranga, tendo como referência os estudos do Hidroanel Metropolitano de São Paulo, elaborados em 2011 pelo Grupo Metrópole Fluvial, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).
A metodologia prevê atividades participativas, com exposições dialogadas, dinâmicas em grupo e debates entre os facilitadores e os participantes. A abordagem pedagógica será baseada na pedagogia problematizadora, estimulando a análise crítica das questões ambientais e urbanas relacionadas aos sistemas hídricos da capital.
O primeiro encontro, em 19 de agosto, será dedicado aos aspectos socioambientais das represas Billings e Guarapiranga. Já o segundo, em 26 de agosto, discutirá o transporte fluvial urbano nos dois reservatórios, tomando como base os estudos desenvolvidos para o Hidroanel Metropolitano.
A coordenação do curso será da analista de Meio Ambiente da Prefeitura Miriam Helena Bueno Falótico, bióloga, pedagoga, mestre em Ciências da Engenharia Ambiental e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Também participa da formação Pedro Martin Fernandes, diretor-presidente da SP Urbanismo, arquiteto e urbanista, que integrou o Grupo Metrópole Fluvial da FAU-USP durante a elaboração dos estudos sobre o Hidroanel.
As aulas serão realizadas na sede da UMAPAZ, localizada na Avenida Quarto Centenário, 1.268, no Parque Ibirapuera. Os participantes que obtiverem 100% de frequência nos dois encontros receberão certificado de conclusão. Para servidores municipais, o curso é validado sob o número 331/2024, sendo necessário realizar a inscrição com pelo menos dois dias úteis de antecedência para fins de pontuação funcional. A iniciativa conta com parceria da SP Urbanismo e integra as ações de educação ambiental desenvolvidas pelo município.
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