Um estudo da Prefeitura de São Paulo identificou 290 mil postos de trabalho relacionados à economia sustentável na capital paulista. O levantamento aponta a existência de 345 ocupações consideradas "verdes" entre as 2.709 profissões analisadas no mercado formal da cidade, abrangendo atividades ligadas à preservação ambiental, mobilidade de baixa emissão, eficiência energética, gestão de resíduos, construção sustentável e outras áreas associadas à transição para uma economia de menor impacto ambiental.
O mapeamento foi elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) com base na metodologia de empregos verdes do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão de estatísticas trabalhistas dos Estados Unidos. Segundo a administração municipal, a metodologia utilizada também passou por validação da rede internacional C40 Cities, organização que reúne grandes cidades comprometidas com políticas de enfrentamento às mudanças climáticas.
De acordo com o estudo, as ocupações verdes representam diferentes níveis de qualificação profissional e estão distribuídas por diversos segmentos da economia. Entre eles estão transporte sustentável, energias renováveis, saneamento, reciclagem, manutenção ambiental, agricultura urbana, arquitetura sustentável, engenharia ambiental, logística reversa, tratamento de resíduos e atividades voltadas à conservação dos recursos naturais.
A classificação considera tanto profissões diretamente relacionadas à proteção ambiental quanto aquelas que contribuem para reduzir impactos ambientais durante processos produtivos ou na prestação de serviços. Dessa forma, o levantamento inclui funções exercidas em empresas privadas, órgãos públicos e organizações de diferentes setores econômicos.
Segundo a Prefeitura, o estudo busca oferecer um panorama sobre a participação da economia sustentável no mercado de trabalho paulistano e servir de base para políticas públicas voltadas à geração de emprego, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.
Os dados também poderão orientar programas de formação profissional voltados às demandas da transição ecológica. A expectativa é que o diagnóstico contribua para identificar áreas com maior potencial de crescimento e necessidades de capacitação da mão de obra, acompanhando a expansão de atividades ligadas à sustentabilidade.
Entre os setores apontados como estratégicos estão a mobilidade elétrica, a ampliação da infraestrutura de recarga para veículos, a eficiência energética em edifícios, a gestão de resíduos sólidos, a economia circular, o saneamento ambiental e a preservação de áreas verdes. Essas atividades vêm ganhando espaço em diferentes mercados em razão de políticas públicas, investimentos privados e metas relacionadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.
O levantamento também destaca que as ocupações verdes não se restringem a novas profissões. Em muitos casos, tratam-se de funções já existentes que passaram a incorporar práticas, tecnologias ou processos voltados à sustentabilidade, refletindo mudanças na organização do mercado de trabalho e nas exigências de diferentes cadeias produtivas.
Para a administração municipal, a identificação dessas ocupações permite acompanhar a evolução da economia sustentável na cidade e subsidiar iniciativas voltadas ao fortalecimento desse segmento. O estudo também poderá ser atualizado futuramente para monitorar a criação de empregos associados à transição para uma economia de baixo carbono e às políticas ambientais desenvolvidas na capital paulista.
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