Treze dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo registraram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, apesar da redução geral das ocorrências na região. Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que a Grande São Paulo teve queda de 28% nos registros da síndrome no período analisado em comparação com o ano anterior.
Ao todo, foram contabilizados 11.406 casos de SRAG em 2026, contra 15.762 no mesmo intervalo de 2025. O número de mortes também apresentou redução: passou de 1.625 para 520 registros, uma queda de 68%. Mesmo com o cenário de melhora regional, parte dos municípios apresentou crescimento nas notificações.
Entre as cidades que tiveram aumento, os maiores índices foram registrados em Francisco Morato, com alta de 79%, e Franco da Rocha, com crescimento de 74%. Poá também apresentou elevação, de 5%, enquanto outros municípios tiveram avanço concentrado principalmente na região oeste da Grande São Paulo.
Na área oeste da região metropolitana, dez cidades registraram crescimento nos casos de SRAG. Carapicuíba teve aumento de 56%; Barueri, de 41%; Vargem Grande Paulista, de 38%; Santana de Parnaíba e Juquitiba, de 33%; Embu das Artes, de 32%; Itapevi, de 27%; Jandira, de 23%; Cotia, de 17%; e Taboão da Serra, de 3%.
A SRAG reúne quadros respiratórios considerados graves, que podem levar à necessidade de internação hospitalar. Entre os principais agentes associados estão vírus como influenza, coronavírus e vírus sincicial respiratório (VSR). A circulação desses agentes pode variar conforme a região, período do ano e características da população.
Especialistas apontam que fatores como temperaturas mais baixas, maior permanência das pessoas em ambientes fechados durante o inverno, cobertura vacinal e diferenças na capacidade de identificação e registro dos casos podem influenciar os números municipais. A distribuição desigual das notificações indica que a redução observada no conjunto da região não ocorreu de forma uniforme entre todas as cidades.
Apesar do aumento localizado em alguns municípios, os dados gerais da Região Metropolitana de São Paulo indicam redução dos casos graves e dos óbitos relacionados às síndromes respiratórias em 2026. As autoridades de saúde seguem acompanhando a evolução dos registros para identificar mudanças no comportamento dos vírus respiratórios e orientar medidas de prevenção.
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