Correio da Manhã
Preço de remédios

Preço de remédios varia até 2.433% na cidade de São Paulo

Levantamento do Procon-SP mostra ampla diferença entre farmácias

Preço de remédios varia até 2.433% na cidade de São Paulo
Procon-SP recomenda que os consumidores realizem pesquisas em diferentes locais Crédito: Reprodução/Magnific

O preço de um mesmo medicamento pode variar mais de 2.400% entre farmácias da cidade de São Paulo, segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP. A pesquisa identificou diferença máxima de 2.433,59% entre os valores praticados por estabelecimentos da capital e reforça a importância de comparar preços antes da compra, especialmente no caso de medicamentos de uso contínuo.

O estudo foi realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2026 e analisou os preços de medicamentos de referência, genéricos e similares vendidos em farmácias físicas e em plataformas digitais. Ao todo, foram visitados 10 estabelecimentos distribuídos pelas regiões Centro, Norte, Sul, Leste e Oeste da capital. Também foram avaliados os preços oferecidos por 10 sites de redes de drogarias.

O objetivo da pesquisa foi verificar a diferença de valores para produtos com as mesmas características, considerando princípio ativo, dosagem, quantidade e apresentação. De acordo com o Procon-SP, a comparação demonstra que o consumidor pode obter economia significativa ao pesquisar antes de efetuar a compra.

As maiores diferenças de preço foram registradas entre medicamentos genéricos. O levantamento mostra que produtos com o mesmo princípio ativo e indicação terapêutica podem ser vendidos por valores bastante distintos, dependendo da farmácia escolhida. Também foram verificadas variações relevantes nos preços de medicamentos de referência e similares.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, a análise dos preços deve ser feita com atenção para garantir que os produtos comparados possuam exatamente a mesma composição, concentração, forma farmacêutica e quantidade de unidades. Diferenças nesses itens podem comprometer a comparação e levar o consumidor a conclusões incorretas sobre os valores praticados.

O Procon-SP também orienta que, antes da compra, sejam verificadas informações como o registro do medicamento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além das condições de armazenamento oferecidas pelo estabelecimento. Outro cuidado recomendado é exigir a emissão da nota fiscal, documento que garante os direitos do consumidor em caso de necessidade de troca, reclamação ou comprovação da aquisição.

A pesquisa destaca ainda que diferenças de preço não indicam alteração na qualidade do medicamento. Produtos que possuem o mesmo princípio ativo e atendem às exigências regulatórias podem apresentar valores diferentes em razão da política comercial adotada por cada rede de farmácias ou estabelecimento.

Outro aspecto observado foi a existência de diferenças entre os preços praticados em lojas físicas e aqueles encontrados nos canais de venda pela internet. Em alguns casos, os valores variam conforme promoções, programas de fidelidade ou descontos concedidos pelas empresas, o que torna recomendável consultar diferentes opções antes da compra.

Para medicamentos utilizados de forma contínua, a comparação de preços pode representar economia acumulada ao longo dos meses. Como esses produtos fazem parte do orçamento de muitas famílias, pequenas diferenças no valor unitário podem resultar em redução significativa das despesas quando consideradas compras frequentes.

O Procon-SP recomenda que os consumidores realizem pesquisas em diferentes estabelecimentos e canais de venda antes de adquirir medicamentos, observando sempre as características do produto para garantir uma comparação adequada e evitar gastos desnecessários. A orientação vale tanto para compras presenciais quanto para aquisições realizadas pela internet, onde também podem existir diferenças expressivas nos preços praticados.