A concessionária Urbia informou ao Governo de São Paulo que pretende devolver a concessão dos parques estaduais da Cantareira e do Horto Florestal, na capital paulista. A gestão estadual analisa os próximos passos para manter a operação das unidades e estuda a realização de uma nova licitação para definir uma futura administradora das áreas.
O contrato de concessão, firmado em 2022, previa que a empresa fosse responsável pelos serviços voltados ao uso público dos parques, como atendimento aos visitantes, manutenção da infraestrutura, operação de equipamentos e execução de melhorias. As atividades relacionadas à preservação ambiental, pesquisa científica e fiscalização permaneceram sob responsabilidade da Fundação Florestal.
Segundo o governo paulista, a devolução foi comunicada pela concessionária e está em análise pelos órgãos responsáveis. A administração estadual informou que trabalha para garantir a continuidade dos serviços durante o processo de transição, evitando impactos ao funcionamento dos parques e ao atendimento do público. Também estão sendo avaliadas alternativas para assegurar a manutenção das atividades até a definição de um novo modelo de gestão.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística estuda lançar uma nova licitação para conceder novamente a operação das áreas destinadas à visitação. Ainda não há prazo confirmado para a publicação do edital nem para a conclusão do processo.
O Parque Estadual da Cantareira é uma das maiores áreas contínuas de Mata Atlântica em ambiente urbano do país e possui núcleos distribuídos entre a capital e municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Já o Horto Florestal é um dos principais espaços públicos de lazer da Zona Norte, reunindo trilhas, áreas verdes, equipamentos para atividades ao ar livre e programação voltada à educação ambiental. Ambos recebem milhares de visitantes ao longo do ano.
Com a devolução da concessão, o governo deverá definir um modelo de transição para evitar interrupções na operação dos parques enquanto o novo processo licitatório é estruturado. Até que uma nova concessionária seja contratada, a administração estadual deverá manter o funcionamento das unidades por meio das medidas administrativas consideradas necessárias para assegurar o atendimento ao público e a conservação da infraestrutura existente.
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