Representantes de entidades da sociedade civil, familiares de vítimas da Covid-19 e parlamentares participaram, nesta quarta-feira (24), de um ato público na Câmara Municipal de São Paulo para defender medidas de reparação destinadas às pessoas que perderam parentes durante a pandemia. A mobilização teve como foco a reivindicação de apoio financeiro e assistencial às famílias afetadas pela crise sanitária.
O encontro reuniu integrantes de movimentos ligados à memória das vítimas da pandemia, pesquisadores, profissionais da saúde e representantes de organizações que atuam na defesa dos direitos dos familiares. Durante a atividade, participantes destacaram os impactos sociais, econômicos e emocionais causados pelas mais de 700 mil mortes registradas no país em decorrência da doença.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de políticas públicas voltadas ao acolhimento psicológico, ampliação da assistência social e mecanismos de compensação financeira para famílias que perderam provedores de renda durante o período mais crítico da pandemia. Os participantes também defenderam iniciativas voltadas à preservação da memória das vítimas e ao reconhecimento dos impactos deixados pela emergência sanitária.
Durante o ato, foram mencionadas experiências internacionais e discussões em andamento em diferentes esferas do poder público sobre formas de reparação a grupos afetados por eventos de grande impacto social. Os organizadores argumentam que o elevado número de mortes e as consequências econômicas enfrentadas por milhares de famílias justificam a adoção de medidas específicas de apoio.
Parlamentares presentes manifestaram apoio à continuidade do debate e à busca por alternativas legislativas que possam contribuir para a assistência aos familiares das vítimas. Também foram defendidas ações voltadas à produção de memória histórica sobre a pandemia, com o objetivo de preservar relatos e experiências vividas durante o período.
Os participantes ressaltaram ainda a importância de políticas permanentes de preparação para futuras emergências sanitárias, incluindo investimentos em saúde pública, vigilância epidemiológica e proteção social. Segundo os organizadores, a discussão sobre reparação não se limita ao aspecto financeiro, mas envolve também reconhecimento institucional, acolhimento e garantia de direitos para as famílias atingidas.
O ato ocorreu poucos meses após a sanção da lei federal que instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, celebrado em 12 de março. A data foi criada para homenagear as vítimas da pandemia e reforçar ações de preservação da memória coletiva sobre o período.
As propostas apresentadas durante a manifestação não têm efeito imediato, mas poderão subsidiar futuras discussões no Legislativo e junto a outros órgãos públicos. Os organizadores informaram que pretendem ampliar o debate e buscar apoio institucional para a construção de políticas voltadas aos familiares das vítimas da Covid-19.
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