Correio da Manhã
CPI do Jockey

CPI do Jockey retoma oitivas sobre contratos de obras

Colegiado ouviu representantes ligados a projetos de restauro

CPI do Jockey retoma oitivas sobre contratos de obras
Giulyane Nogueira Gomes, representante legal da Elysium Sociedade Cultural e responsável pelos contratos com o Jockey Club, voltou a prestar esclarecimentos ao colegiado de forma remota Crédito: Richard Lourenço | REDE CÂMARA SP

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club, em atividade na Câmara Municipal de São Paulo, retomou nesta terça-feira (23) a série de depoimentos relacionados aos contratos de restauração realizados no clube. A reunião deu continuidade aos trabalhos iniciados na semana anterior e interrompidos em razão das atividades do Plenário.

Os vereadores voltaram a ouvir a representante da Elysium Sociedade Cultural, empresa responsável pela gestão de projetos de restauro vinculados ao Jockey Club. A depoente participou da sessão de forma remota e respondeu a questionamentos sobre sua atuação na empresa, mudanças em sua função ao longo dos anos e a estrutura de comando adotada pela organização.

Durante a oitiva, a representante reafirmou informações já prestadas anteriormente ao colegiado. Segundo o relato, ela iniciou sua trajetória na empresa em funções administrativas e passou a ocupar cargos de maior responsabilidade ao longo do tempo. Também explicou que reportava atividades operacionais a Wolney Unes, apontado como responsável técnico pelos projetos conduzidos pela entidade, embora não integrasse formalmente a diretoria estatutária.

Os parlamentares concentraram parte das perguntas nos processos de contratação de empresas para execução das obras de restauro. De acordo com os esclarecimentos prestados, a escolha dos fornecedores teria levado em conta critérios como custos dos serviços, histórico de atuação em projetos semelhantes e aspectos técnicos. A representante afirmou ainda que algumas empresas selecionadas já mantinham relação profissional com a organização em outros empreendimentos realizados fora de São Paulo.

A atual fase da investigação busca aprofundar informações sobre contratos firmados para recuperação de áreas históricas do Jockey Club e sobre a aplicação de recursos destinados a esses projetos. Em reuniões anteriores, a CPI ouviu representantes da Construtora Biapó, da Elysium Sociedade Cultural e da Partifib Projetos Imobiliários, empresas que mantiveram relações contratuais com o clube ou participaram de iniciativas ligadas às obras analisadas pelo colegiado.

Nos depoimentos realizados em junho, vereadores questionaram a execução de contratos, a comprovação de serviços prestados e a relação entre empresas envolvidas nos projetos. Também foram discutidas operações vinculadas à Transferência do Direito de Construir (TDC), instrumento urbanístico utilizado pelo Jockey Club para obtenção de recursos destinados à preservação do patrimônio histórico.

A CPI foi instalada pela Câmara Municipal para investigar questões relacionadas à situação financeira do Jockey Club, à utilização de recursos obtidos por mecanismos de incentivo e à prestação de contas de projetos de restauração. Entre os pontos analisados estão despesas vinculadas às obras, contratos celebrados com empresas privadas e a fiscalização dos recursos empregados nos trabalhos de recuperação do patrimônio do clube.

Os trabalhos são presididos pelo vereador Gilberto Nascimento (PL), com relatoria de Carlos Bezerra Jr. (PSD). A expectativa dos integrantes da comissão é que novas oitivas e diligências contribuam para esclarecer a destinação dos recursos e a execução dos contratos analisados. A CPI segue em funcionamento e poderá convocar novos depoentes à medida que o levantamento de documentos e informações avançar.