A concessão para a iniciativa privada da gestão de seis parques urbanos da capital paulista foi suspensa pelo Governo do Estado. A decisão foi publicada na última segunda-feira (23) e interrompe, ao menos temporariamente, o processo que transferiria a operação, manutenção e exploração dos espaços por um período de 30 anos.
A sessão pública para recebimento das propostas estava prevista para ocorrer nas próximas semanas. Com a suspensão, os prazos do certame ficam interrompidos até nova deliberação do governo estadual. O Executivo não informou uma nova data para retomada do processo.
O projeto faz parte da política estadual de parcerias com a iniciativa privada e previa investimentos superiores a R$ 150 milhões ao longo do contrato. Segundo o edital divulgado anteriormente, os recursos seriam destinados à modernização da infraestrutura, ampliação de áreas de lazer, melhorias em acessibilidade e implantação de novos serviços para visitantes.
Entre os parques incluídos no pacote estavam o Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns, na zona norte, o Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart, na zona leste, além dos parques Vila Jacuí, Belém Manoel Pitta, Maria Cristina Hellmeister de Abreu e Itaim Biacica. Juntos, os equipamentos recebem milhões de visitantes por ano e somam quase 20 milhões de metros quadrados de áreas verdes.
O modelo de concessão previa que os parques permaneceriam abertos ao público, sem cobrança de ingresso para acesso às áreas de uso comum. A futura concessionária seria responsável pela gestão cotidiana dos espaços, incluindo manutenção, segurança patrimonial, limpeza, conservação de equipamentos e execução de investimentos previstos em contrato.
A proposta vinha sendo discutida pelo governo desde 2025, quando foram realizadas consultas e audiências públicas para apresentar o projeto e receber contribuições da população. O plano também integrou o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), criado para ampliar a participação da iniciativa privada na administração de equipamentos públicos.
A suspensão ocorre após questionamentos apresentados durante o processo licitatório. Até o momento, o governo estadual não detalhou quais fatores motivaram a interrupção do certame nem se haverá alterações na modelagem da concessão antes da eventual retomada da concorrência.
Caso o projeto seja retomado, a concessão seguirá o modelo já adotado em outros parques estaduais administrados por empresas privadas, como os parques Villa-Lobos, Cândido Portinari e Água Branca, que tiveram contratos firmados pelo Estado em anos anteriores.
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