A Polícia Científica concluiu o laudo técnico sobre a explosão registrada em 11 de maio no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, acidente que deixou duas pessoas mortas e provocou danos em centenas de imóveis. O resultado foi encaminhado às autoridades responsáveis pela investigação do caso.
Segundo o governo do Estado, os peritos realizaram um amplo trabalho de análise na área afetada, incluindo o mapeamento do local, exames em tubulações e no solo, além da avaliação de objetos pertencentes a moradores e trabalhadores atingidos pela explosão.
O laudo foi elaborado por uma força-tarefa multidisciplinar de peritos criminais e reuniu informações obtidas por meio de amostras de gás subterrâneo, exames geofísicos de eletrorresistividade e sísmica rasa, além de exames necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
A definição de eventuais responsabilidades ficará a cargo do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que segue em andamento. De acordo com o governo estadual, a apuração considera o conjunto de elementos reunidos durante a investigação.
A explosão atingiu cerca de 800 moradias, entre casas e apartamentos. Ao todo, 66 imóveis foram completamente destruídos. As vítimas fatais foram um morador da região e um trabalhador terceirizado que prestava serviços à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável por uma obra realizada no local.
Após o acidente, Sabesp e Comgás concederam auxílio financeiro às famílias afetadas e promoveram reparos em imóveis com danos mais severos. Segundo balanço divulgado pelo governo, 45 residências passaram por reformas, das quais 39 já foram entregues aos proprietários.
Em resposta ao episódio, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) revisou parte dos protocolos para obras subterrâneas em áreas com infraestrutura compartilhada e instituiu um grupo técnico permanente voltado à prevenção de acidentes.
Relembre o caso
A explosão ocorreu por volta das 16h10 do dia 11 de maio, na Rua Doutor Benedito de Moraes Leme, no Jaguaré. Na ocasião, equipes da Sabesp executavam uma obra na região. Informações preliminares apontaram que uma tubulação de gás natural da Comgás pode ter sido atingida durante os trabalhos, hipótese que passou a ser investigada pelas autoridades.
Menu