A cidade de São Paulo deverá ampliar significativamente sua capacidade de tratamento de esgoto com a modernização de uma das principais estações responsáveis pelo atendimento das zonas Norte e Leste da capital. O projeto prevê a adoção de novas tecnologias capazes de elevar em 148% o volume de esgoto tratado na unidade, como parte das ações voltadas à universalização do saneamento e à recuperação ambiental dos rios da Região Metropolitana.
A intervenção integra o programa estadual IntegraTietê, considerado uma das principais iniciativas de saneamento e despoluição hídrica em andamento no estado. O plano contempla a ampliação da infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto em diversos municípios da Região Metropolitana de São Paulo, com foco na redução da carga poluidora lançada nos cursos d’água que deságuam no rio Tietê.
A estação beneficiada pela modernização atende uma extensa área das zonas Norte e Leste da capital paulista, regiões que concentram milhões de moradores e apresentam demanda crescente por serviços de saneamento. Com a conclusão das obras, a expectativa é que a capacidade operacional da unidade aumente quase uma vez e meia em relação ao volume atualmente tratado.
Segundo informações do programa IntegraTietê, a ampliação faz parte de um conjunto de investimentos que prevê a expansão da capacidade de diversas estações de tratamento de esgoto localizadas na Região Metropolitana. Entre elas estão as unidades de São Miguel, Parque Novo Mundo, Barueri, ABC e Suzano. Juntas, essas estações deverão passar de uma capacidade de tratamento de 24,5 metros cúbicos por segundo para 41,2 metros cúbicos por segundo, crescimento estimado em 68%.
No caso da estação que atende as zonas Norte e Leste da capital, o projeto prevê a implantação de sistemas avançados de tratamento capazes de aumentar a eficiência operacional da unidade e ampliar o volume de esgoto processado diariamente. A modernização também busca reduzir impactos ambientais nos córregos e rios que compõem a bacia hidrográfica do Alto Tietê.
Os investimentos fazem parte das metas estabelecidas para acelerar a universalização dos serviços de saneamento no estado. O programa IntegraTietê prevê a ampliação das ligações domiciliares à rede de esgoto, o aumento da capacidade de tratamento das estações e ações de recuperação ambiental ao longo de mais de mil quilômetros do rio Tietê e de seus afluentes.
Dados divulgados pelo governo estadual apontam que, desde o início do programa, mais de 1,1 milhão de imóveis foram conectados ao sistema de esgotamento sanitário na Região Metropolitana, contribuindo para a redução do lançamento de esgoto sem tratamento nos corpos d’água. A expectativa é que novos investimentos ampliem ainda mais esse alcance nos próximos anos.
Além dos benefícios ambientais, a ampliação da capacidade de tratamento é considerada estratégica para acompanhar o crescimento populacional da capital paulista e garantir melhores condições de saúde pública. O tratamento adequado do esgoto reduz a contaminação de rios e córregos, contribui para a preservação dos recursos hídricos e diminui riscos associados à proliferação de doenças de veiculação hídrica.
O governo estadual estima investir R$ 23,5 bilhões em ações ligadas ao IntegraTietê até 2029. O programa reúne obras de saneamento, desassoreamento, retirada de resíduos flutuantes e recuperação de cursos d’água em diferentes regiões do estado. Entre as metas estão a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto e a melhoria dos indicadores de qualidade da água em toda a bacia do rio Tietê.
Com a adoção das novas tecnologias na estação que atende as zonas Norte e Leste de São Paulo, a capital deverá registrar um dos maiores incrementos de capacidade de tratamento previstos no pacote de investimentos, reforçando o papel do saneamento como uma das principais frentes de infraestrutura urbana e ambiental em andamento na metrópole.
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