A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para um projeto que prevê a concessão do Complexo Roosevelt à iniciativa privada por um período de 20 anos. A proposta inclui a Praça Roosevelt, o estacionamento subterrâneo, o Belvedere Roosevelt, a Rua Gravataí e áreas localizadas sob o Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão.
De acordo com os documentos apresentados pela administração municipal, a futura concessionária ficará responsável pela operação, gestão, manutenção, exploração comercial e realização de atividades socioculturais no espaço. O modelo também permite a comercialização dos chamados naming rights, mecanismo que autoriza a associação do nome de uma marca ao equipamento público.
A proposta integra a estratégia da Prefeitura para a requalificação da região central da capital. Entre as intervenções previstas estão a modernização da praça, a reforma da Rua Gravataí, melhorias em áreas sob o viaduto e a ampliação de estruturas voltadas ao uso público.
Segundo os estudos divulgados durante a consulta pública, a exploração econômica do complexo deverá ocorrer por meio de receitas geradas pelo estacionamento subterrâneo, quiosques comerciais, publicidade, eventos e outras atividades autorizadas. A administração municipal também prevê participação sobre parte da receita obtida pela concessionária com a exploração comercial do espaço.
O plano de negócios elaborado para o projeto estima arrecadação anual de cerca de R$ 4,6 milhões com as diferentes modalidades de exploração previstas para o complexo. A modelagem financeira considera a utilização dos equipamentos já existentes e a implantação de novas oportunidades de uso econômico ao longo do contrato.
A consulta pública permanecerá aberta até 1º de julho. Durante esse período, moradores, comerciantes, frequentadores e demais interessados poderão encaminhar sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento à Prefeitura. Uma audiência pública virtual está programada para o dia 17 de junho, quando técnicos da administração municipal deverão apresentar detalhes da proposta e responder questionamentos da população.
A iniciativa provocou reações entre usuários da praça e pessoas ligadas às atividades culturais desenvolvidas na região central. Entre as preocupações levantadas estão a possibilidade de mudanças na dinâmica de utilização do espaço, eventuais restrições de acesso a determinadas áreas e o impacto que a exploração comercial poderá ter sobre serviços e atividades atualmente oferecidos no entorno.
Localizada entre as ruas Augusta e da Consolação, a Praça Roosevelt é um dos espaços públicos mais conhecidos do centro paulistano. O local reúne áreas de convivência, equipamentos esportivos, pistas utilizadas por skatistas e uma intensa atividade cultural impulsionada pela presença de teatros, bares e estabelecimentos comerciais nas imediações. Ao longo das últimas décadas, a praça passou por diferentes processos de transformação urbana e tornou-se um importante ponto de encontro da cidade.
Após o encerramento da consulta pública, a Prefeitura deverá analisar as contribuições recebidas e poderá promover ajustes no projeto antes da publicação do edital definitivo. Somente após essa etapa será iniciado o processo de licitação para a escolha da empresa ou consórcio responsável pela administração do complexo pelos próximos 20 anos.
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