Correio da Manhã
Novo Centro Administrativo de SP pode ter moradias para famílias removidas

Novo Centro Administrativo de SP pode ter moradias para famílias removidas

Projeto prevê apartamentos para famílias afetadas por obras

Novo Centro Administrativo de SP pode ter moradias para famílias removidas
Projeção na cidade de São Paulo prevê sete edifícios Crédito: Divulgação/Governo de SP

O consórcio responsável pelo projeto do novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo estuda a construção de empreendimentos residenciais sobre áreas atualmente ocupadas por um terminal de ônibus e por uma unidade dos Correios na região central da capital. A proposta busca atender parte das famílias que deverão deixar imóveis atingidos pelas intervenções previstas para a implantação do complexo estadual nos Campos Elíseos.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (1º), os estudos consideram a construção de edifícios residenciais capazes de abrigar entre 300 e 400 apartamentos. As unidades seriam destinadas a moradores impactados pelas desapropriações necessárias para a execução do projeto do novo centro administrativo.

A iniciativa está sendo analisada pelo consórcio vencedor da parceria público-privada responsável pelo empreendimento. A expectativa é que os edifícios residenciais integrem as primeiras etapas de obras da concessão, com previsão de início entre fevereiro e março de 2027, caso os estudos avancem e obtenham as aprovações necessárias.

De acordo com estimativas apresentadas pelos responsáveis pelo projeto, cerca de 600 famílias poderão ser afetadas pelas intervenções urbanísticas previstas na área. Como a quantidade de apartamentos estudada não seria suficiente para atender todos os moradores, parte das famílias poderá ser direcionada para outros empreendimentos habitacionais ou receber alternativas previstas nos processos de reassentamento e indenização.

O novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo está previsto para ocupar uma área nos Campos Elíseos, região central da cidade. O projeto prevê a concentração de secretarias estaduais e outros órgãos públicos que atualmente funcionam em diferentes endereços da capital paulista. A proposta faz parte de uma estratégia de requalificação urbana da região e de reorganização das estruturas administrativas estaduais.

Informações divulgadas anteriormente pelo governo estadual indicam que o complexo deverá reunir milhares de servidores públicos em um conjunto de edifícios planejados para substituir imóveis atualmente ocupados pela administração. O empreendimento também prevê intervenções urbanísticas, recuperação de edificações históricas e mudanças na infraestrutura do entorno.

A implantação do projeto tem gerado discussões envolvendo moradores, comerciantes e entidades da região, especialmente em relação aos impactos das desapropriações e às alternativas habitacionais para as famílias afetadas. O governo afirma que os processos deverão incluir mecanismos de atendimento aos moradores e medidas de compensação previstas no contrato da concessão.

Os estudos sobre as moradias sobrepostas ao terminal e à unidade dos Correios ainda estão em fase de análise técnica e poderão sofrer alterações conforme o desenvolvimento do projeto executivo e das negociações envolvendo a área.

Com informações da Folha de S.Paulo.