Correio da Manhã
Câmara de SP aprova avanço de APA no extremo sul de SP

Câmara de SP aprova avanço de APA no extremo sul da capital

Projeto prevê criação de área ambiental em região de mananciais de Embura-Jaceguava

Câmara de SP aprova avanço de APA no extremo sul da capital
Os textos seguem para as próximas etapas do processo legislativo Crédito: Ton Rodrigues | REDE CÂMARA SP

A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta-feira (27), parecer favorável ao Projeto de Lei 301/2023, que propõe a criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA) na região de Embura-Jaceguava, no extremo sul da capital paulista.

A proposta é de autoria dos vereadores Rodrigo Goulart (PSD) e Thammy Miranda (PSD) e segue agora para análise de outras comissões temáticas antes de eventual votação em plenário. O projeto prevê a delimitação de uma área voltada à preservação ambiental e ao controle do uso e ocupação do solo em uma região considerada estratégica para a proteção de mananciais.

De acordo com o texto apresentado na Câmara, a APA abrangeria áreas de vegetação nativa, cursos d’água e trechos inseridos em regiões de proteção ambiental já existentes. A justificativa da proposta aponta a necessidade de ampliar mecanismos de preservação diante da pressão urbana sobre áreas ambientais do extremo sul da cidade.

Os autores afirmam que a medida busca estabelecer diretrizes para conservação ambiental, proteção da biodiversidade e ordenamento territorial. O projeto também menciona a preservação de remanescentes da Mata Atlântica e de áreas ligadas à bacia hidrográfica da represa Guarapiranga.

A região de Embura-Jaceguava concentra parte das áreas verdes preservadas da capital paulista e integra territórios classificados como áreas de proteção de mananciais. O local possui baixa densidade urbana em comparação com outras regiões da cidade e vem sendo alvo de debates relacionados ao avanço de ocupações irregulares e à expansão urbana.

As Áreas de Proteção Ambiental são categorias de unidades de conservação previstas na legislação ambiental brasileira. Nesse modelo, são permitidas atividades humanas e econômicas, desde que submetidas a regras específicas de preservação e uso sustentável do território.

Durante a reunião, a comissão também analisou outros projetos ligados a planejamento urbano, meio ambiente e organização territorial do município. O colegiado é responsável pela avaliação de propostas relacionadas a temas como zoneamento, uso e ocupação do solo, habitação, infraestrutura urbana e preservação ambiental.

A aprovação do parecer favorável na comissão representa uma etapa da tramitação legislativa e não significa aprovação definitiva do projeto. Após passar pelas demais comissões, a proposta ainda precisará ser votada pelos vereadores em plenário. Caso aprovada, seguirá para sanção ou veto do Executivo municipal.

A discussão sobre preservação ambiental em áreas periféricas da capital ocorre em meio ao crescimento urbano em regiões próximas a mananciais. Técnicos e órgãos ambientais apontam que a ocupação desordenada nessas áreas pode gerar impactos sobre abastecimento hídrico, drenagem urbana e preservação de vegetação nativa.

Nos últimos anos, propostas voltadas à ampliação de mecanismos de proteção ambiental no extremo sul da cidade têm sido debatidas na Câmara Municipal e em órgãos ligados ao planejamento urbano. A região concentra parte dos principais reservatórios responsáveis pelo abastecimento de água da capital paulista.

Além do projeto relacionado à APA de Embura-Jaceguava, a Comissão de Política Urbana aprovou pareceres sobre outras matérias em tramitação na Casa. Os textos seguem para as próximas etapas do processo legislativo conforme o rito interno da Câmara Municipal de São Paulo.