O custo da cesta básica na cidade de São Paulo registrou alta de 0,6% em abril de 2026, segundo levantamento mensal divulgado pela Fundação Procon-SP em parceria com o Dieese. O valor médio passou de R$ 1.310,60 em março para R$ 1.319,21 no mês seguinte.
Os principais responsáveis pela elevação foram os produtos derivados do leite. O leite longa vida (UHT) teve o maior impacto individual no resultado do mês, contribuindo com 0,99 ponto percentual para a alta da cesta. O preço médio do produto subiu de R$ 4,80 para R$ 5,61, uma variação de 16,9%.
Outro item com peso relevante foi o queijo muçarela, que avançou 5,6% no período. O preço médio passou de R$ 49,53 para R$ 52,30. Segundo a pesquisa, a alta dos dois produtos está relacionada à redução na oferta de matéria-prima, especialmente do leite cru utilizado pela indústria.
Além dos derivados lácteos, produtos hortifrutigranjeiros também pressionaram o orçamento dos consumidores paulistanos. A cebola apresentou aumento de 18,9%, chegando ao preço médio de R$ 5,48. Já a batata subiu 10,1%, passando a custar R$ 6,33 em média.
O grupo Alimentação foi o principal responsável pela alta geral da cesta básica em abril, com avanço de 0,96%. Em contrapartida, os grupos de Limpeza e Higiene Pessoal registraram queda nos preços. Os produtos de limpeza tiveram retração de 0,67%, enquanto os itens de higiene pessoal caíram 1,56%.
Ao todo, a pesquisa analisou 39 produtos consumidos pelas famílias paulistanas. Desses, 17 apresentaram aumento de preço, 21 tiveram redução e um permaneceu estável no período.
Entre os produtos que ficaram mais baratos em abril estão o café em pó, com queda de 4,44%, a carne de segunda sem osso, que recuou 3,70%, e o limpador multiuso, com redução de 3,20%.
Na comparação com abril de 2025, o levantamento aponta queda acumulada de 3,69% no valor total da cesta básica na capital paulista. Os produtos alimentícios que registraram as maiores reduções em 12 meses foram o alho, com queda de 37,95%, o arroz, que recuou 24,85%, e os ovos brancos, com redução de 23,49%.
O levantamento do Procon-SP é realizado mensalmente e acompanha a variação de preços de alimentos, produtos de higiene pessoal e itens de limpeza em estabelecimentos da cidade de São Paulo. A pesquisa é utilizada como referência para medir o impacto da inflação sobre o consumo das famílias na capital.