Greve de professores continua após aprovação de reajuste

Greve de professores continua após aprovação de reajuste

Câmara aprova aumento de 3,51% aos servidores municipais

Greve de professores continua após aprovação de reajuste
Sessão plenária que aprovou o aumento dos servidores Crédito: Douglas Ferreira | REDE CÂMARA SP

A greve dos professores e servidores da rede municipal de ensino de São Paulo continua mesmo após a aprovação do reajuste salarial de 3,51% pela Câmara Municipal. A categoria decidiu manter a paralisação por considerar insuficiente a proposta enviada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes e por discordar de pontos do projeto relacionados à carreira da educação.

O texto foi aprovado em segunda votação pelos vereadores e agora segue para sanção. A proposta prevê aumento dividido em duas etapas: 2% retroativos a maio deste ano e mais 1,48% a partir de maio de 2027. O projeto também autoriza a antecipação da segunda parcela ainda em 2026, caso haja disponibilidade financeira no orçamento municipal.

Mesmo com a aprovação, sindicatos ligados à educação municipal mantiveram a mobilização e realizaram protestos em frente à Câmara e à sede da Prefeitura durante a sessão. Representantes das entidades afirmam que o índice não recompõe perdas salariais acumuladas nos últimos anos e criticam mudanças previstas para a carreira dos profissionais da educação.

Entre os pontos contestados estão alterações envolvendo concursos públicos, evolução funcional e regras para cargos da educação infantil. As entidades avaliam que as medidas podem impactar a estrutura da rede municipal e as condições de trabalho dos profissionais.

A paralisação afeta escolas municipais em diferentes regiões da capital paulista. A adesão varia conforme a unidade escolar, mas o movimento mantém atividades reduzidas em parte da rede. Novas assembleias devem ser realizadas nos próximos dias para discutir a continuidade da greve e eventuais negociações com a administração municipal.

Durante a votação, vereadores da base governista defenderam que o reajuste está dentro da capacidade financeira do município e afirmaram que a proposta garante reposição inflacionária. Já parlamentares da oposição criticaram o parcelamento do aumento e cobraram um índice maior para os servidores da educação.

A Prefeitura de São Paulo afirma que o reajuste segue os limites orçamentários da cidade e sustenta que o projeto busca equilibrar valorização do funcionalismo e responsabilidade fiscal. Enquanto isso, representantes sindicais mantêm a pressão por uma nova proposta salarial e pela revisão dos pontos ligados à carreira docente.