O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes afirmou nesta terça-feira (12) que a Sabesp deverá indenizar as vítimas da explosão registrada no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, e assumir a reconstrução das casas destruídas pelo acidente. A declaração foi dada após o episódio que deixou uma pessoa morta, três feridos e dezenas de imóveis atingidos na região.
Segundo a Prefeitura, o acidente ocorreu durante uma obra executada pela Sabesp para remanejamento de tubulações de água. Durante a escavação, trabalhadores atingiram uma rede de gás da Comgás, provocando vazamento seguido de explosão e incêndio. O impacto destruiu imóveis, levou à interdição de residências e mobilizou equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e assistência social.
Ao comentar o caso, Nunes disse que a concessionária precisa assumir integralmente os danos causados. “Além de ressarcir todos os prejuízos, a empresa se comprometeu a reconstruir as casas que foram atingidas e indenizar a família da pessoa que acabou indo a óbito”, declarou o prefeito.
O prefeito também afirmou que a obra havia sido comunicada à administração municipal, como prevê o procedimento para intervenções em vias públicas da cidade. Apesar disso, cobrou mais rigor técnico nas escavações realizadas pelas empresas responsáveis pelos serviços subterrâneos.
“A empresa precisa arcar com as suas responsabilidades”, afirmou. Nunes ainda pediu “um melhor cuidado técnico com relação às suas escavações”.
Após a explosão, Sabesp e Comgás anunciaram um auxílio emergencial às famílias afetadas. Inicialmente, o valor informado pelas companhias era de R$ 2 mil por núcleo familiar atingido, enquanto os danos materiais seriam avaliados posteriormente para definição das indenizações completas.
Horas depois, a Sabesp informou a ampliação do auxílio para R$ 5 mil, pagos em parcela única. De acordo com a companhia, famílias que já haviam recebido o valor inicial terão direito a um complemento de R$ 3 mil. A empresa afirmou ainda que equipes seguem realizando o levantamento dos prejuízos causados pela explosão.
A Defesa Civil informou que dezenas de imóveis permanecem interditados por questões de segurança estrutural. Parte dos moradores foi encaminhada para hotéis e abrigos provisórios enquanto ocorre a avaliação técnica das residências afetadas.