Norte

Seca atinge 94% do Amazonas em agosto, aponta monitor

Área afetada passou de 60% para 94% entre julho e agosto

Seca atinge 94% do Amazonas em agosto, aponta monitor
Em três estados o fenômeno ficou estável em termos de severidade Crédito: Reprodução

O Amazonas passou a ter 94% do território afetado pela seca em agosto, contra 60% em julho, segundo o Monitor de Secas, do governo federal. O índice é o maior desde janeiro de 2025, quando 99% do estado apresentava o fenômeno. A área com seca moderada também cresceu, de 8% para 50%, indicando aumento da severidade no período. O quadro é o mais intenso desde abril de 2025.

Em todo o país, a área sob influência da seca passou de 4,43 milhões para 5,19 milhões de km² entre julho e agosto, o equivalente a 61% do território nacional. O Amazonas registrou a maior proporção entre os estados. Na sequência aparecem Pará, Minas Gerais, Bahia e Goiás.

O levantamento apontou aumento da área afetada em 11 estados no período. Além do Amazonas, houve avanço em Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe. Em outros 7 estados, a extensão permaneceu estável. Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Tocantins ficaram nessa situação.

O Monitor de Secas também registrou redução da área atingida em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Amapá e Distrito Federal voltaram a apresentar registros de seca em agosto. Já Rio Grande do Sul e Santa Catarina permaneceram sem o fenômeno, enquanto o Paraná também ficou livre da condição no mês.

Na avaliação da severidade, 17 unidades da Federação tiveram intensificação da seca entre julho e agosto. O Amazonas está entre elas. O Nordeste concentrou o maior percentual de área afetada, com 90% do território sob algum nível de seca.

O Monitor de Secas considera diferentes níveis de severidade para acompanhar a distribuição do fenômeno e suas mudanças ao longo dos meses. A atualização de agosto mostra avanço da seca em áreas do Norte e do Nordeste, enquanto houve redução ou desaparecimento do quadro em parte do Centro-Sul. Os dados permitem comparar a extensão territorial atingida e a intensidade registrada em cada unidade da Federação. No Amazonas, a mudança mais expressiva ocorreu na faixa classificada como seca moderada, que passou a abranger metade do estado em agosto de 2026.