"A vivência na Universidade me fez perceber, dentre outras coisas, que o sonho de ser diplomata era possível". Quem afirma é o ex-aluno do curso de Direito da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Gabriel Machado, que passou no concurso de admissão à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco e será o primeiro amapaense a se tornar diplomata. Gabriel entrou na Unifap em 2017. Ele conta que a vontade de ser diplomata é antiga e surgiu ainda na infância. "Talvez ali pela época do [ensino] fundamental. Tenho uma vaga lembrança de ter visto algo sobre a carreira no YouTube, mas, sem contar aqueles [sonhos] bem infantis (eu queria ser biólogo marinho, porque gostava de golfinhos), sinto que o sonho de ser diplomata sempre esteve comigo", lembra.
Segundo o egresso da Unifap, o principal desafio para conseguir uma vaga no Instituto Rio Branco - única academia de formação de diplomatas no Brasil - foi o próprio concurso de admissão do órgão, que solicita um conhecimento abrangente do candidato em diversos assuntos, além do domínio de três línguas.
"A pressão interna também foi um desafio relevante. A preparação para o concurso geralmente leva vários anos e o sentimento de estar 'no caminho errado' ou de 'não ser bom o suficiente' aparecia a cada reprovação. Nesse sentido, o apoio que tive de minha família, amigos e professores, bem como de minha terapeuta e meu namorado, foi importante para reconstruir a confiança após cada tropeço", destaca.
Ainda não há previsão para o início do curso de formação de diplomatas, em Brasília (DF), mas a expectativa é que ocorra ainda este ano. "O curso tem uma grade diversificada, envolvendo aulas de inglês, francês e espanhol, bem como de uma das outras três línguas oficiais da ONU: mandarim, russo ou árabe. Essa escolha fica a critério do diplomata", descreve Gabriel.
Para o futuro diplomata, o curso de Direito da Unifap foi fundamental para a aprovação no Instituto Rio Branco. "[A graduação] proporcionou conhecimento e amadurecimento pessoal e profissional, indispensáveis para qualquer concurso público. Ademais, pelo programa de mobilidade acadêmica, consegui estudar alguns semestres na Faculdade de Direito da UnB, onde estudei a disciplina de Direito Internacional", adita.
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