Correio da Manhã
Norte

RR: mais de 17 mil famílias deixam o Bolsa Família

Somente em maio, 826 famílias roraimenses saíram do programa

RR: mais de 17 mil famílias deixam o
Bolsa Família

Mais de 17 mil famílias de Roraima deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda e superarem a condição de pobreza. Os dados refletem o avanço da inserção de beneficiários no mercado de trabalho formal e o crescimento do empreendedorismo no estado.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 17.028 famílias roraimenses foram desligadas do programa no período por terem alcançado renda superior aos limites estabelecidos para permanência no benefício. A saída ocorre quando a renda familiar ultrapassa os critérios da chamada Regra de Proteção ou quando a família conclui o prazo previsto nessa modalidade de transição.

Somente em maio deste ano, 826 famílias deixaram o programa em Roraima. Boa Vista concentrou a maior parte dos desligamentos, com 546 famílias. Em seguida aparecem Cantá, com 34 saídas, Rorainópolis, com 33, Mucajaí, com 31, e Caracaraí, com 26.

Também figuram entre os municípios com maior número de famílias que superaram a pobreza Bonfim, com 23 desligamentos, Uiramutã, com 22, Alto Alegre e Caroebe, ambos com 20, além de Pacaraima, com 19.

O resultado acompanha uma tendência observada em todo o país. Desde a retomada do Bolsa Família, em março de 2023, mais de 5,1 milhões de famílias brasileiras deixaram o programa após aumentarem a renda familiar. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido pelo Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Para especialistas da área social, os números indicam uma maior integração dos beneficiários ao mercado de trabalho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostram que oito em cada dez vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único, principal porta de entrada para programas sociais federais.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou que a ampliação das oportunidades de emprego tem sido um dos principais fatores para a redução da dependência do benefício. Segundo ele, milhões de famílias deixaram a condição de pobreza após conquistarem trabalho com carteira assinada ou desenvolverem atividades empreendedoras.

Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite uma transição gradual para as famílias que elevam sua renda. Mesmo após ultrapassarem o limite de R$ 218 por pessoa, elas podem continuar recebendo metade do benefício por até 12 meses.