O Rio Grande do Norte é o 2º maior produtor de camarão do Brasil, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A posição foi destacada durante agenda do ministério em Natal, que incluiu a apresentação do Pronaf Azul, reuniões com representantes do governo estadual e pescadoras, além do lançamento da 22ª edição da Feira Nacional do Camarão (FENACAM), marcada para 17 a 20 de novembro.
A apresentação do Pronaf Azul ocorreu em 8 de outubro, no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital potiguar. A linha de crédito é voltada ao setor pesqueiro e aquícola e integra o Plano Safra. Foram apresentadas 3 modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.
Na mesma agenda, representantes do setor conheceram os Projetos de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEs Pesqueiros), iniciativa vinculada ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). O trabalho é desenvolvido em parceria entre o MPA, o Incra e outros órgãos públicos. A proposta integra ações voltadas às comunidades que vivem da pesca. O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, reuniu-se com a governadora Fátima Bezerra para tratar da produção estadual e de políticas públicas do governo federal. Depois, houve encontro com integrantes da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP). As reuniões abordaram a articulação entre iniciativas públicas para o setor.
A participação do MPA no lançamento da FENACAM reuniu representantes da cadeia produtiva da carcinicultura, atividade de criação de camarões. O encontro discutiu desafios e oportunidades do segmento. A feira será realizada em Natal entre 17 e 20 de novembro e chega à 22ª edição. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Rio Grande do Norte produziu 31,6 mil toneladas de camarão em 2024, com valor de produção de R$ 701,4 milhões. O estado aparece atrás do Ceará, que lidera a produção nacional. O levantamento do IBGE registra 266 estabelecimentos produtores no Rio Grande do Norte, com base no Censo Agropecuário de 2017. A agenda também tratou de políticas públicas e da atuação conjunta entre órgãos federais e estaduais.
Menu