Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu no primeiro turno das eleições de 2026 em todos os 9 estados do Nordeste, mas registrou queda na porcentagem de votos em toda a região na comparação com 2022. O presidente teve mais de 50% dos votos válidos em cada estado, com o maior resultado no Piauí, onde alcançou 70,99%. A menor votação foi registrada em Alagoas, com 54,73%.
Em 2022, Lula havia obtido 74,25% dos votos no Piauí e 56,50% em Alagoas. A redução também ocorreu na Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. O Maranhão apresentou a maior queda, de 4,86 pontos percentuais, passando de 68,84% em 2022 para 63,98% em 2026.
Na Bahia, Lula teve 66,17%, contra 69,73% no primeiro turno de 2022. No Ceará, o percentual passou de 65,91% para 63,29%. Na Paraíba, caiu de 64,21% para 61,31%. Em Pernambuco, o resultado passou de 65,27% para 63,45%. No Rio Grande do Norte, a votação foi de 59,75%, ante 62,98% em 2022. Em Sergipe, Lula registrou 62,75%, contra 63,82% no pleito anterior.
A queda na Bahia foi de 3,56 pontos percentuais; no Ceará, de 2,62; na Paraíba, de 2,90; e em Pernambuco, de 1,82. No Rio Grande do Norte, a redução chegou a 3,23 pontos, enquanto no Piauí foi de 3,26 pontos. As menores diferenças ocorreram em Sergipe e Alagoas. No primeiro, a queda foi de 1,07 ponto percentual. No segundo, a redução foi de 1,77 ponto. Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí tiveram quedas superiores a 3 pontos percentuais, enquanto os demais estados também apresentaram redução. Apesar da perda de participação na votação, o Nordeste manteve Lula à frente em todos os estados. A região reúne cerca de 27% do eleitorado brasileiro e é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás do Sudeste, que concentra cerca de 40% dos eleitores. Mesmo assim, Lula superou 60% em 7 dos 9 estados da região no primeiro turno.
O desempenho regional, porém, não foi suficiente para colocar Lula na liderança nacional. No resultado do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) terminou com 47,04% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,15%. A diferença levou os 2 candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
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