O Rio Grande do Norte deverá receber R$ 4,3 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027 para financiar atividades produtivas. O valor é 16% superior ao volume executado pelo Banco do Nordeste (BNB) em 2026. A proposta foi apresentada em Natal pela Superintendência Estadual do banco, com participação de representantes do governo, setor produtivo.
Do total previsto, R$ 1,69 bilhão será destinado à infraestrutura, R$ 865 milhões ao comércio e serviços e R$ 748 milhões à pecuária. A indústria terá R$ 569 milhões, enquanto a agricultura contará com R$ 237 milhões. O planejamento reserva ainda R$ 175 milhões para o turismo e R$ 14 milhões para financiamentos destinados a pessoas físicas.
A distribuição foi discutida em reunião com secretários estaduais, representantes de entidades empresariais, setor rural e órgãos públicos. O encontro também teve apresentação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre os cenários econômicos do Rio Grande do Norte. Os dados foram usados como referência para a definição das áreas que poderão receber os recursos.
O Banco do Nordeste é o administrador e operacionalizador exclusivo do FNE. O fundo é formado por parcelas do Imposto sobre Produtos Industrializados. Segundo o banco, 70% dos recursos disponíveis atualmente vêm da devolução de valores emprestados, que podem ser novamente direcionados a novos projetos.
A programação anual busca alinhar a aplicação do crédito às demandas econômicas do estado. Os recursos poderão financiar empreendimentos e atividades dos setores previstos no planejamento, conforme as condições e critérios estabelecidos pelo FNE. A definição da distribuição setorial integra o processo de elaboração da programação do fundo para 2027. Entre as áreas contempladas, a infraestrutura concentra a maior parcela do planejamento, seguida por comércio e serviços. A proposta considera informações sobre a economia potiguar e deve orientar a oferta de crédito no próximo ano. A participação de entidades representativas faz parte da elaboração da programação anual do FNE e permite reunir demandas de diferentes setores.
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