Correio da Manhã
Nordeste

Rendimento médio no Maranhão cresce mais de 55%

Indicador mostra maior poder de compra das famílias maranhenses

Rendimento médio no Maranhão cresce mais de 55%
Em termos reais, entre 2022 e 2025, o indicador apresentou evolução contínua Crédito: Governo do Estado

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Maranhão registrou crescimento expressivo nos últimos anos, durante a gestão do governador Carlos Brandão, e alcançou, em 2025, o maior valor da série histórica, chegando a R$ 1.231, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE.

O resultado representa um aumento de mais de 55% em relação a 2021, quando o indicador registrava R$ 790, evidenciando uma trajetória consistente de recuperação e crescimento da renda das famílias maranhenses no período mais recente.

Em termos reais, entre 2022 e 2025, o indicador apresentou evolução contínua, passando de R$ 938 em 2022 para R$ 1.060 em 2023, R$ 1.132 em 2024 e alcançando R$ 1.231 em 2025, consolidando o melhor patamar da série analisada.

A evolução também foi acompanhada por equilíbrio das contas públicas, indicador que é atestado pelo Ranking de Competitividade que comprova que o Maranhão saiu de posições intermediárias em 2023 para um patamar de maior destaque em 2025, resultado da redução relativa da dívida.

O crescimento da renda média no Maranhão vem acompanhado de uma economia mais ativa e com maior circulação de recursos no cotidiano das famílias e dos setores produtivos. Esse movimento se reflete em diferentes indicadores, entre eles o consumo de energia elétrica, que funciona como um dos principais termômetros da atividade econômica e que em 2025 apresentou um crescimento de 43% no consumo residencial em relação a 2021, saltando de 3.737 GWh para 5.334 GWh. Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram ainda que em relação ao consumo total de energia elétrica no estado, o crescimento foi de aproximadamente 100%. Em 2025, o consumo total alcançou 16.279 GWh, enquanto em 2021 era de 8.147 GWh. Considerando o comparativo entre 2025 e 2024, os dados ratificam o cenário de expansão econômica, com um crescimento de 8,6% no consumo total de energia, uma vez que em 2024 foi registrado 14.993 GWh.

O avanço é puxado principalmente pelo setor industrial, que respondeu por 7.840 GWh, o equivalente a 48,2% de todo o consumo no estado.