Mais estudantes da Paraíba estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no estado caiu de 10,6% para 3,9%, enquanto a reprovação recuou de 6,7% para 2,8%. No mesmo período, o indicador que mede o atraso escolar foi reduzido de 30,5% para 26,1%, evidenciando avanços na permanência e na trajetória escolar dos estudantes. Os dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), e divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.
Saldo nacional
Entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público caiu 62% no país, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação cresceu 11%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos estudantes.
Os novos dados do Censo Escolar 2025 permitem calcular as taxas de rendimento escolar. Todos os indicadores apontam uma trajetória de melhoria do ensino médio público observada desde 2023, período em que o MEC ampliou e implementou programas estruturantes, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, é outra política que está contribuindo para a evolução dos indicadores educacionais. Com 193.557 estudantes da Paraíba beneficiados desde a criação do programa, 51,2% são do sexo feminino e 48,8%, do sexo masculino.
"Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil", afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
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