Distrito Federal

Professores do DF fazem ato "contra autoritarismo de Celina"

Celina Leão publicou vídeo chamando paralisação como "político-eleitoreira"

Professores do DF fazem ato "contra autoritarismo de Celina"
Professoras participam de paralisação em frente ao Palácio do Buriti Crédito: Divulgação Sinpro-DF

Professores e orientadores educacionais da rede pública do Distrito Federal fizeram, nesta quarta-feira, (21) uma paralisação em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo.

Segundo o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), o ato é uma resposta contra o "autoritarismo do governo Celina Leão e do secretário de Educação, Thiago Peixoto". O Sinpro também afirma que o GDF e a Secretaria de Educação (SEEDF) não dialogam com a categoria há 20 dias.

"Além de atropelar o planejamento escolar, Celina e Peixoto também esvaziam a mesa de negociação e há mais de 20 dias não dialogam com o Sinpro, mantendo paralisadas pautas fundamentais, como o Calendário 2027 e o Concurso de Remanejamento. O Sinpro alerta que sem investimento e valorização dos profissionais, não existe solução mágica para a educação", diz o sindicato.

Os professores levaram cartazes com mensagens contra a gestão da atual governadora, como "Fora Celina", "Fora Peixoto", "Educação pública é direito de todos". Durante a manifestação, também entoaram palavras de ordem contra Celina.

Enquanto os professores participavam do ato, Celina publicou um vídeo nas redes sociais e voltou a classificar a paralisação como "político-eleitoreiro" e acusou o Sinpro-DF de associar a categoria como "ideológica e partidária".

Em entrevista, a candidata considerou a mobilização "inadequada". "Quero reafirmar meu compromisso com a educação. Eles sabem que nós temos quatro mandados aqui nesta cidade. O diálogo está sempre aberto, mas quatro dias antes da eleição misturam o ato com o momento eleitoral", disse Celina. A candidata já tinha se manifestado de forma contrária à paralisação da categoria.

O candidato Leandro Grass (PT) participou do ato e disse à imprensa que compareceu em apoio aos professores. Grass afirmou que atualmente os professores do DF têm uma das piores remunerações, sofrem violência em sala de aula e são atacados pelo GDF.

"Recebi nas últimas semanas dezenas de relatos de perseguição, assédio moral, de intimidação e de proibição da livre manifestação dos professores. O mínimo que a governadora tinha que fazer era tirar a polícia aqui da frente, abrir aquela porta e convidar os professores para sentar na mesa com ela para entender o que está acontecendo.