O Tribunal do Júri de Taguatinga manteve a prisão preventiva dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva e encerrou a instrução criminal do processo.
Os três réus são acusados de matar três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do hospital Anchieta, em Taguatinga, em janeiro deste ano. Com o encerramento da fase de produção de provas, o processo foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para apresentar as alegações finais.
Diante da necessidade de revisão periódica das prisões, prevista no artigo 316 do Código de Processo Penal (CPP), o MPDFT pediu a manutenção da prisão dos réus que estão presos desde janeiro.
Na decisão proferida na quinta-feira passada (20), o juiz João Marcos Guimarães Silva destaca que "não constam dos autos elementos novos que justifiquem a revogação da prisão preventiva dos réus, mostrando-se necessária a manutenção para garantia da ordem pública."
Após a apresentação de todas as alegações finais, o processo seguirá para a fase da sentença, quando o magistrado decidirá, nessa fase do procedimento do Tribunal popular, pela pronúncia, impronúncia, desclassificação ou absolvição sumária.
Vítimas
O réu Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, teria administrado medicamentos em dosagens excessivas e sem indicação para uso endovenoso, diretamente na veia das vítimas. Segundo as investigações da Polícia Civil, em um dos casos, ele ainda teria aplicado desinfetante, provocando a morte de uma das vítimas.
Após a aplicação dos medicamentos, o réu aguardava a reação dos pacientes, pois, uma vez que o medicamento era injetado nas veias o que não deve ser feito, provocam paradas cardíacas.
Os óbitos ocorreram entre 17 de novembro e 1 de dezembro de 2025. As vítimas tinham idades e quadros clínicos diferentes, mas segundo as investigações, todos tiveram uma piora repentina no quadro pouco antes da morte.
As vítimas dos três réus são: Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; João Clemente Pereira, 63 anos; e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos.
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