Distrito Federal

BRB discute a adoção de medidas judiciais contra ex‑gestores

Conselho de acionistas do BRB foi convocado para debater medidas de responsabilização de ex-administradores por prejuízo de mais de R$ 8,8 bilhões

BRB discute a adoção de medidas judiciais contra ex‑gestores
BRB sofreu prejuízo calculado em R$ 8,8 bilhões com títulos fraudados do Banco Master Crédito: Divulgação/BRB

O Banco de Brasília (BRB) reuniu acionistas para discutir a adoção de medidas judiciais contra ex-gestores por prejuízos causados pelas operações envolvendo o Banco Master e suas subsidiárias. As movimentações chegaram a R$ 30 bilhões, incluindo R$ 8,8 bilhões em títulos fraudados, inexistentes ou de difícil recuperação.

Na convocação enviada aos acionistas, a direção do BRB afirmou que os ex-administradores do banco podem “ser identificados como responsáveis pelos prejuízos suportados pelo BRB, visando à reparação financeira causada ao patrimônio social e moral em decorrência das operações realizadas com o ecossistema Banco Master/REAG, no contexto dos fatos apurados na Operação Compliance Zero”.

Um acordo firmado com aval do Supremo Tribunal Federal (STF) prevê o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB. O governo do Distrito Federal, principal controlador do banco, se comprometeu a viabilizar os outros R$ 2,2 bilhões para cobrir parte do prejuízo e amenizar a crise financeira da instituição.

O BRB é usado pelo governo do DF para execução de 30 programas sociais, além de financiamento habitacional e operacionalização da folha de pagamento dos servidores.

O ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal (PF) em abril deste ano, no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele é acusado de permitir negociações com o Master sem lastro financeiro e adotar práticas inadequadas de governança.