Correio da Manhã
Distrito Federal

Quase metade dos afogamentos em Brasília foi de menores de idade

Bombeiros orientam familiares a manterem vigilância constante

Quase metade dos afogamentos em Brasília foi de menores de idade
No último ano, foram registrados 25 casos de afogamento no Lago Paranoá Crédito: Pedro Ventura/Agência Brasília

Com a chegada do recesso escolar, as famílias ficam mais atentas aos cuidados que precisam tomar com os jovens quando os passeios envolvem água, visto que, no último ano, quase metade (45,2%) dos casos de afogamento envolveram menores de idade.

Entre os anos de 2022 e 2025, houve um aumento de 16,67% nos casos de afogamento em Brasília, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Em 2025, pela primeira vez em quatro anos, os afogamentos no Lago Paranoá (25) ultrapassaram os casos que ocorreram em piscinas (22).

Como prevenir?

Segundo o CBMDF, o principal fator de prevenção é a supervisão constante, especialmente de crianças.

"Em piscinas, crianças devem permanecer sempre a uma distância de um braço de um adulto responsável, mesmo que saibam nadar", destacou o CBMDF em nota.

Quanto às atrações naturais, a corporação orienta que é importante escolher apenas destinos conhecidos e que, preferencialmente, contem com guarda-vidas.

"Ao chegar em um local com guarda-vidas, converse sobre a profundidade da água, orientações de segurança", orientou o CBMDF.

Além disso, entre as recomendações, os bombeiros destacam evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água e respeitar os próprios limites físicos.

O que fazer?

Ao se deparar com um possível afogamento, a primeira orientação do CBMDF é acionar imediatamente os bombeiros pelo telefone 193.

"A pessoa não deve entrar na água para tentar realizar o salvamento, pois há grande risco de que a vítima, em desespero, acabe submergindo também quem tenta ajudá-la, transformando uma vítima em duas", ressaltou.

O CBMDF informou que a ajuda que pode ser realizada está relacionada ao salvamento indireto, lançando à vítima um objeto flutuante ou qualquer material que permita mantê-la na superfície até a chegada do socorro. Ao socorrer a vítima, só se deve entrar na água quando o local permite que o socorrista permaneça em pé, sem colocar a própria vida em risco. "O melhor salvamento é aquele que não cria uma nova vítima", reiterou em nota o CBMDF.