A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na quinta-feira (9), Operação Zero Trust para desarticular uma organização criminosa investigada por tentar aplicar uma fraude de R$ 500 milhões contra o sistema bancário nacional. Durante a ação, duas pessoas foram presas.
A força-tarefa teve apoio da Polícia Civil do Maranhão (PCMA) e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão no DF, em Goiás e no Maranhão.
Segundo a investigação, o grupo aliciava funcionários de instituições financeiras para obter acesso privilegiado a sistemas internos e permitir operações irregulares.
O trabalho foi conduzido pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF).
As apurações indicam que gerentes de bancos eram cooptados para fornecer credenciais de acesso usadas pelo grupo. Com essas informações, os investigados realizariam movimentações financeiras sem autorização e superar os mecanismos de proteção das instituições.
Durante a investigação, a polícia reuniu indícios de uma estrutura composta por operadores técnicos, intermediadores, programadores e colaboradores internos.
As diligências também identificaram o uso de softwares maliciosos, ferramentas de acesso remoto aos equipamentos utilizados pelos gerentes e reuniões virtuais para planejar as ações.
Segundo a PCDF, o objetivo era contornar sucessivas camadas de segurança adotadas pelo banco e viabilizar as transferências. A fraude não foi concluída devido à integração entre a equipe responsável pela investigação e o setor de segurança do banco, que identificou a tentativa e bloqueou as operações antes da efetivação dos repasses.
De acordo com as forças de segurança, o caso evidencia uma estratégia baseada na exploração do fator humano, com foco no recrutamento de empregados que possuem autorização para acessar plataformas bancárias.
A PCDF informou que esse tipo de atuação busca reduzir a eficácia das barreiras tecnológicas por meio do uso indevido de credenciais legítimas.
O inquérito segue sob sigilo judicial para identificar outros participantes do esquema, esclarecer as circunstâncias do caso e reunir novas provas sobre a atuação da organização investigada.
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