Correio da Manhã
Distrito Federal

CLDF aprova tarifa zero estudantil nos transportes

Pelo projeto, alunos deixam de pagar passagem em qualquer trajeto

CLDF aprova tarifa zero estudantil nos transportes
Projeto permite o uso livre do transporte público de estudantes para qualquer deslocamento Crédito: Andre Borges/Agência Brasília

Os estudantes do Distrito Federal beneficiários do programa Passe Livre Estudantil deixarão de pagar pelas viagens no transporte público coletivo, em qualquer trajeto.

A medida consta do Projeto de Lei nº 44/2023, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), aprovado na última sessão deliberativa da Câmara Legislativa antes do recesso parlamentar, iniciado em 1º de julho.

Aprovado, o projeto agora depende de sanção do Governo do Distrito Federal.

Tarifa zero

"O programa Tarifa Zero Estudantil consiste na ampliação do passe livre, concedendo aos estudantes o direito de usar livremente o transporte público coletivo, nos deslocamentos de seu interesse", explica o parlamentar, para quem a iniciativa representa "a primeira etapa da implantação da tarifa zero para todos".

Segundo cálculos de Ricardo Vale, o Distrito Federal tem possibilidades de "manter essa despesa", estimada em torno de R$ 55 milhões ao ano.

Para estabelecer o benefício, o PL nº 44/2023 altera a Lei nº 4.462/2010, sobre o Passe Livre Estudantil.

A norma, no entanto, veda o uso da tarifa gratuita durante o horário das aulas e determina que, no novo programa, incidirão os mesmos direitos, deveres e sanções do passe livre.

"A tarifa zero estudantil ampliará, consideravelmente, as possibilidades de os alunos terem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer e à educação ultrapassando a sala de aula, o que certamente contribuirá para o seu desenvolvimento em várias dimensões", prevê o distrital. Além disso, ele acredita ser a proposta "perfeitamente factível" e, do ponto de vista social, "a medida é mais que justa".

Como é hoje

Hoje, o Passe Livre Estudantil destina aos alunos cadastrados a oportunidade de uso gratuito do transporte público em 54 acessos mensais limitados a quatro usos diários.

Ou seja, na prática fica mais limitado ao deslocamento de casa para a escola, e vice-versa, especialmente se o estudante precisar usar mais de um meio de transporte a cada deslocamento.

O projeto de Ricardo Vale permitiria a gratuidade para qualquer uso, em qualquer momento.