Correio da Manhã
Distrito Federal

Patrimônio sem controle no Metrô

Patrimônio sem controle no Metrô

O Metrô-DF recebeu opinião com ressalva pelo segundo ano consecutivo em suas demonstrações financeiras e não realizou, em 2025, nenhum dos procedimentos exigidos para controle do ativo imobilizado, que é o maior item do balanço.

Não houve inventário físico, teste de recuperabilidade ou revisão da vida útil dos bens, o que pode distorcer o resultado do exercício e comprometer provisões para perdas.

A companhia também opera sem apólice de seguro patrimonial ou de responsabilidade civil, apesar do histórico de incêndios - como o que destruiu uma composição inteira, em janeiro de 2024, em Águas Claras -, explosões e acidente fatal com trabalhador.

As demonstrações de 2024 foram reapresentadas por erros ou mudanças de política contábil, sinalizando instabilidade nas práticas internas. No campo contratual, a empresa firmou em 2023 contrato emergencial de R$ 3,6 milhões com a MPE Engenharia, declarada inidônea pelo TCU, fato que resultou em inquérito civil no MPDFT.