O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) denunciou o sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, por tentativa de homicídio após ele atropelar uma jovem no Riacho Fundo, no dia 25 de abril. A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (8). Segundo a Promotoria de Justiça, Guilherme da Silva dirigia em alta velocidade, na contramão, quando atingiu a vítima, que atravessava perto da faixa de pedestre acompanhada de uma amiga que presenciou o atropelamento e pediu ajuda. O sargento fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
Proposital
Guilherme dirigia um Volkswagen Gol de cor preta. Após o atropelamento, ele deu ré em alta velocidade, atropelou a jovem novamente e fugiu. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, ele realizou uma manobra incompatível com a segurança da via, trafegando na contramão. Ele teria dito à polícia que fugiu do local sem prestar socorro por medo de ser linchado pelos moradores. Segundo a polícia, a investigação apontou para um atropelamento proposital.
A PCDF também descartou a hipótese de importunação sexual. Essa versão surgiu em depoimentos de algumas testemunhas que presenciaram o atropelamento ainda no fim de semana.
O Ministério Público enquadrou o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual, quando o suspeito assume o risco de provocar morte. O MPDFT pediu a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil para a vítima Maria Clara Facundo. O acusado está preso preventivamente em unidade militar. Em nota, o Comando Militar do Planalto "reforça que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e repudia veementemente quaisquer atitudes que contrariem os valores e a ética militar." O Exército também disse que segue colaborando com as investigações e fornecendo as informações necessárias ao esclarecimento do caso.
Internação
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) informou que no dia do atropelamento a jovem foi encontrada no local desacordada e com sangramento na cabeça. Maria Clara Facundo, de 20 anos, sofreu traumatismo craniano, cortes pelo corpo, fraturou a bacia e ossos da face. Ela ficou internada por 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Santa Lúcia, na Asa Sul. A jovem recebeu alta hospitalar no último sábado (9). Maria Clara está fazendo fisioterapia para se recuperar e afirmou que não conhecia o acusado.