Centro-Oeste

PF investiga suspeitas de irregularidades no TCE-MT

A operação cumpriu seis mandados de prisão e 26 de busca e apreensão

PF investiga suspeitas de irregularidades no TCE-MT
Há suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos do tribunal Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta semana, a Operação Tomada de Contas para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos a servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

Estrutura da operação

As ações ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão. Mais de 180 policiais federais participam da operação, que inclui medidas de afastamento de sigilos e de sequestro de bens autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação

A investigação busca esclarecer se procedimentos administrativos foram usados para favorecer interesses particulares. Entre as suspeitas está a utilização da suspensão de contratos como forma de pressionar fornecedores.

Os investigadores apuram possíveis diferenças de tratamento na liberação de recursos públicos, com empresas que teriam recebido valores em condições distintas.

Outro eixo da apuração envolve divergências nos pagamentos feitos a empresas e movimentações financeiras atípicas relacionadas a servidores públicos.

A PF examina saques recorrentes em espécie, realizados nas dependências da instituição, e possíveis vínculos entre créditos bancários e retiradas em espécie.

A investigação pretende identificar a origem dos recursos, os responsáveis pelas decisões administrativas e ainda as eventuais conexões entre os envolvidos.

Documentos e outros elementos reunidos durante as buscas poderão ajudar a comparar contratos, pagamentos e registros financeiros, além de esclarecer a participação de cada investigado.

Indícios documentais

Os fatos são apurados como possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a corporação, as suspeitas ainda dependem da análise das provas e não representam, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade dos investigados.

A Polícia Federal ainda não detalhou a identidade dos alvos nem informou o resultado das diligências.