A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), participou nesta quarta-feira (21), de uma reunião com parlamentares da bancada do DF e deputados eleitos para defender a preservação do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).
O Fundo é um recurso financeiro repassado pela União ao GDF para custear a segurança pública (polícias Civil, Militar, Penal e Corpo de Bombeiros), além de áreas de saúde e educação.
O encontro foi na Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), no SIA, e de acordo com a campanha da candidata, resultou em duas medidas que buscam fortalecer a mobilização política em torno do tema.
Segundo a campanha, uma das medidas prevê o envio, por meio da senadora eleita Bia Kicis (PL), de um documento à equipe do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, solicitando o compromisso de preservar os recursos do Fundo Constitucional caso ele seja eleito.
O segundo encaminhamento foi a articulação de uma reunião, prevista para a próxima semana, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar dos efeitos da mudança legislativa. Celina disse que a Lei Complementar federal nº 235/2026 alterou as regras de atualização dos fundos constitucionais e pode limitar o reajuste dos repasses ao DF.
"Essa lei foi votada no Congresso e alterou a forma de reajuste dos fundos. A lei fala que se o estado tiver deficitário o reajuste não vai acontecer. O Governo Federal tentou mexer por duas vezes e nós defendemos e eles recuaram. Só que agora com essa legislação aprovada eles podem reduzir o cálculo desse reajuste do fundo. Isso teria um impacto de R$1,8 bilhão."
Ação no STF
Em entrevista à imprensa, Celina disse que questionou a mudança no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, distribuída ao ministro Cristiano Zanin, contesta tanto aspectos do processo legislativo quanto o conteúdo da regra aprovada. A candidata Celina destacou que o Fundo é crucial para o custeio de serviços públicos do DF.
"Você contrata médicos, policiais, bombeiros, tudo em cima do fundo. Se tem uma redução de R$ 1,8 bilhão, como é que vai fazer novas contratações?", questionou.
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