A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 2.817 acidentes com escorpiões de janeiro a agosto deste ano, sendo 38 deles classificados como graves. Ao longo de 2025, foram notificados 4.640 acidentes. Segundo o Ministério da Saúde, o escorpião-amarelo (T. serrulatus) representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica.
No DF, o escorpião amarelo é o mais comum e segue sendo responsável pela maioria dos acidentes. Sua picada pode provocar acidente leve, moderado e grave (especialmente em crianças e idosos). De acordo com a SES-DF, "a distribuição dos casos entre as regiões administrativas pode variar ao longo dos anos e dos meses, em função das condições ambientais e climáticas favoráveis à ocorrência desses acidentes".
O biólogo da Vigilância Ambiental da SES-DF, Israel Moreira, esclarece que os escorpiões alimentam-se principalmente de baratas, grilos e aranhas. Por isso, é fundamental fazer o controle periódico para eliminar esses insetos das casas e apartamentos. "Nós criamos um ambiente favorável à sobrevivência deles. Fornecemos o abrigo que muitas vezes é um entulho esquecido no quintal, são as frestas dos muros e das paredes, o resto de materiais de construção mal armazenados. Tudo isso cria um ambiente favorável."
O biólogo também aconselha manter as caixas de passagem e de gordura limpas, e fazer revisões nas caixas de telefone e eletricidade, mantendo-as vedadas. "Como essas caixas se comunicam com o interior de uma casa, de um apartamento, é importante fazer uma revisão na parte elétrica e nas instalações de internet para evitar que os escorpiões saiam por tomadas, interruptores e luminárias."
Ao encontrar um escorpião, a orientação é evitar contato direto com o animal. Caso a pessoa se sinta segura e protegida para realizar a captura, deve utilizar um recipiente adequado, sem tocar no escorpião com as mãos.
O Instituto Butantan, referência na produção de soros para picadas de animais peçonhentos, orienta que, em caso de picada por um animal peçonhento, é necessário lavar o local com água e sabão e procurar o serviço médico mais próximo imediatamente.
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