Correio Centro-Oeste

Clima seco favorece a colheita do milho na região Centro‑Oeste

O calor ajuda a secagem, mas eleva o risco ao gado e exige manejo manual

Clima seco favorece a colheita do milho na região Centro‑Oeste
Inmet alerta que a baixa umidade facilita a propagação de incêndios Crédito: Divulgação/Inmet

O tempo seco previsto para os próximos dias deve facilitar a colheita do milho da segunda safra no Centro-Oeste, mas aumenta a atenção necessária com os rebanhos.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região terá temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e pouca chuva.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que 84,7% da área nacional de milho da segunda safra já foi colhida.

Em Mato Grosso, os trabalhos estão perto do fim; enquanto que em Goiás a ação avança nas regiões norte e leste; já Mato Grosso do Sul pode retomar as operações.

A falta de precipitação favorece a secagem dos grãos e amplia as janelas para a retirada da produção.

Nas áreas ainda em enchimento de grãos, porém, o calor e o déficit de água no solo podem reduzir o peso final.

Cuidados com o gado

Na pecuária, a estiagem prejudica a rebrota das pastagens, diminui a oferta de forragem e pode aumentar a necessidade de suplementação.

A previsão até terça-feira (25) indica chuva baixa e pontual, principalmente no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

Segundo o Inmet, as máximas devem ficar entre 34 °C e 38 °C e podem superar 40 °C em partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Seca favorece incêndios

A umidade relativa pode ficar abaixo de 20% nos três estados, cenário que também eleva o risco de incêndios em pastagens e áreas agrícolas.

Para proteger os animais, a orientação é garantir água limpa e fresca, oferecer sombra e evitar manejos nos horários de maior calor.

O acompanhamento dos avisos meteorológicos deve orientar as atividades no campo. O quadro exige atenção aos sistemas extensivos, nos quais os animais ficam expostos ao ambiente.

O calor pode aumentar a demanda por água e exigir ajustes na rotina dos lotes. Também é necessário avaliar a lotação das pastagens conforme a oferta de forragem.

A redução da umidade da vegetação e da palhada logo após a colheita dos itens deixa o material mais propício à propagação de incêndios.

O Inmet destaca que os produtores devem observar as áreas agrícolas e de pasto e evitar atividades que possam gerar faíscas nos períodos de maior secura do dia.

 

Pesquisa do Paraná testou uma solução inédita em mudas da espécie