Centro-Oeste

PCDF desarticula grupo que usava vídeos falsos para vender remédios

Quadrilha usava deepfakes de artistas famosos para vender os produtos

PCDF desarticula grupo que usava vídeos falsos para vender remédios
De acordo com PCDF, os produtos devem passar por análise Crédito: Divulgação PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com o apoio da Polícia Civil de São Paulo , deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação "Ilusão Digital" para desarticular um grupo criminoso que utilizava imagens e áudios falsos de famosos para enganar vítimas em todo o país com a venda de produtos para tratamentos de disfunção erétil.

Segundo apuração da PCDF, os golpistas usavam, de forma indevida e não autorizada imagens, voz e identidade de cantores e jornalistas famosos em vídeos falsos que eram divulgados em redes sociais produzido com técnica de deepfake.

Nos vídeos, os rostos e as vozes dos famosos foram usados de forma indevida para simular um depoimento pessoal no qual eles relatavam sofrer de disfunção erétil, recomendando a aquisição de um produto de suposto tratamento natural.

De acordo com a Polícia Civil, a estratégia tinha por objetivo dar credibilidade à peça publicitária fraudulenta e induzir os consumidores a adquirirem o medicamento. Diante da aparente confiabilidade dos comentários das pessoas famosas, as vítimas acabavam adquirindo os produtos na internet.

Análise

As investigações comprovaram, inclusive, que os remédios comercializados também eram falsos. Os produtos apreendidos pelos agentes eram rotulados como "Erec Power" e "Erectazil". O delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, João Guilherme, explica que a corporação seguirá investigando para verificar a natureza dos medicamentos que foram vendidos e se eles trazem malefícios à saúde.

"Esse grupo vinha vendendo produtos medicamentosos com a utilização de deepfake. Os criminosos construíam anúncios e propagandas falsas utilizando as imagens dessas pessoas famosas. As vítimas, por acreditarem e darem credibilidade a esses anúncios, adquiriam esses produtos medicamentosos", destaca o delegado.

Ainda segundo a PCDF, o grupo pode responder por crimes como estelionato qualificado por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem chegar a 28 anos de reclusão.