Sede constante, garganta seca, ressecamento da pele, ardência nos olhos e cansaço estão entre os sintomas que os brasilienses podem sentir nos próximos dias devido à baixa umidade do ar no Distrito Federal.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta quinta-feira (30) o aviso laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar. Segundo o Inmet, os índices podem ficar abaixo de 20% durante a tarde.
As condições meteorológicas são monitoradas diariamente. De acordo com o Inmet, as condições críticas de baixa umidade do ar acompanhadas de grande amplitude térmica podem seguir até segunda-feira (3).
"A baixa umidade do ar persiste em 14 estados e o DF, com destaque para o Centro-Oeste onde os efeitos devem ser mais intensos e a umidade relativa do ar pode chegar a 12% em algumas localidades", alerta o Instituto.
Não há previsão de chuva para o DF nem de aumento significativo da umidade nos próximos dias. O cenário, segundo o Instituto, é causado pela atuação de uma massa de ar seco, típica do inverno no Planalto Central.
Sem chuva com acumulados expressivos desde junho, o ar continua cada vez mais seco, especialmente durante o período da tarde.
Conforme informa o Inmet, neste mês, o menor índice de umidade registrado no DF foi de 18%, em 7 de julho, na estação meteorológica do Gama/Ponte Alta. O recorde histórico do Distrito Federal é de 7%, registrado na mesma estação em 3 de setembro de 2024.
Elie Fiss, médico pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, destaca que a baixa umidade do ar traz riscos à saúde como ressecamento das mucosas das vias respiratórias, da pele e dos olhos.
"Nesta época do ano, algumas regiões do Brasil apresentam umidade relativa do ar muito baixa. Isso é extremamente prejudicial para as vias aéreas e para as vias respiratórias. Desde a mucosa nasal até a mucosa pulmonar, a pele que fica ressecada, os olhos. Todas as áreas [do corpo] que têm contato direto com o ar que respiramos [são afetadas]. A umidade muito baixa é prejudicial."
O pneumologista ainda ressalta que pacientes que têm doenças respiratórias crônicas como asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), bronquite, enfisema pulmonar podem ter um agravamento da situação como crises de falta de ar, chiado ou aperto no peito, tosse, sangramento nasal dentre outros sintomas.
Ele destaca que esse grupo precisa de cuidados redobrados durante o período de seca e baixa umidade do ar.
hidratação
A recomendação do especialista é beber bastante água ao longo do dia para manter o corpo e as vias respiratórias hidratados e lavar o nariz com soro fisiológico várias vezes ao dia. Sempre que possível, também vale umidificar os ambientes.
"Recomenda-se a hidratação. As pessoas devem ingerir uma quantidade de água suficiente, pelo menos 2 litros de água por dia. Além disso, usar colírios. soro nasal. Muitas pessoas utilizam o umidificadores. Eles são eficazes? Sim, mas dentro do ambiente em que a pessoa está, um ambiente pequeno. E podem ser usados especialmente à noite, por exemplo se a umidade do ar estiver baixa", observa o pneumologista Elie Fiss.
Embora o uso do umidificador seja recomendado quando a umidade do ar está baixa, o médico pneumologista Elie Fiss do Hospital Sírio-Libanês reforça que o uso do aparelho exige cuidados e limpeza diária.
"O aparelho tem que ser muito bem lavado constantemente para evitar o surgimento de micro-organismos."
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