Correio da Manhã
Centro-Oeste

PCDF detém crime organizado interestadual

PCDF detém crime organizado interestadual

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, na quinta-feira (18), a Operação Fornitori para desarticular um grupo investigado por fornecer e transportar drogas de outros estados para o DF.

A ofensiva também apura crimes de associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Além da Capital Federal, foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, em Goiás e em Mato Grosso do Sul.

A operação foi realizada pela Promotoria de Justiça de Entorpecentes e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As diligências ocorreram em Taguatinga, Ceilândia e Recanto das Emas, além de municípios de outros estados.

Também foram autorizadas medidas para bloqueio de bens e levantamento de informações financeiras dos investigados.

A decisão judicial determinou o bloqueio de contas bancárias de até R$ 1 milhão por suspeito, o sequestro de sete imóveis avaliados em cerca de R$ 5 milhões e a apreensão de veículos localizados no DF, em Goiás, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

A Justiça ainda autorizou o acesso aos dados fiscais e financeiros de pessoas físicas e empresas ligadas à apuração.

Segundo os órgãos, a investigação teve início em 2023 para identificar a estrutura de uma organização criminosa com atuação no DF. As fases anteriores alcançaram integrantes apontados como responsáveis pela execução das atividades ilegais.

A etapa atual concentra os esforços sobre o grupo responsável pelo abastecimento atacadista e pelo transporte interestadual das substâncias, além da estrutura financeira utilizada para ocultar os recursos obtidos com a atividade.

As apurações indicam que a organização possuía divisão de funções, comando centralizado e atuação em diferentes estados.

Conforme a investigação, a liderança operava a partir de outros estados, utilizando identidades falsas e intermediários para reduzir a exposição. O fornecimento era realizado por integrantes instalados em regiões de fronteira, enquanto operadores no DF e no Entorno cuidavam do armazenamento, da divisão das cargas e da distribuição.

Durante a investigação, uma das lideranças do esquema foi presa em dezembro de 2025, no município de Redenção (PA), com apoio da Polícia Civil do Pará. O investigado estava foragido desde 2008 em razão de condenação superior a 30 anos de prisão por triplo homicídio.

De acordo com o MPDFT, os envolvidos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas para esses delitos podem ultrapassar 40 anos de prisão.