Por Isabel Dourado
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 1.974 acidentes por escorpião entre janeiro a junho deste ano.
Considerando o mesmo período do ano passado foram notificados 1.855 casos, o que representa um aumento de 6,41% em 2026. Ao longo de 2025, foram registrados 4.640 acidentes envolvendo escorpiões.
Já em relação à gravidade dos casos, até 13 de junho deste ano foram registrados 32 ocorrências classificadas como graves, o que corresponde a cerca de 1,6% do total de acidentes.
O escorpião é responsável pela maioria dos acidentes no Distrito Federal, sendo o escorpião amarelo o mais comum. Sua picada pode provocar acidente leve, moderado e grave (especialmente em crianças e idosos).
Segundo a Secretaria de Saúde, "a distribuição dos casos entre as regiões administrativas pode variar ao longo dos anos e dos meses, em função das condições ambientais e climáticas favoráveis à ocorrência desses acidentes".
Atualmente, as regiões administrativas com maior a incidência de episódios são Estrutural, São Sebastião e Planaltina.
A pasta destaca ainda que não houve o registro de óbitos no ano passado e que na maioria das ocorrências o tratamento inclui medidas de suporte para alívio da dor local e febre.
Num contexto geral, no último ano foram registrados 5.549 casos de acidentes envolvendo animais pençonhentos. O que representa um aumento de 24,55% em relação a 2024.
Soro
Referência na produção de soros há 124 anos, o Instituto Butantan, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo, produz e distribui para o Ministério da Saúde (MS), atualmente, doze tipos de soros que são usados para tratar ou prevenir intoxicações causadas por venenos ou toxinas.
Entre eles, estão oito diferentes tipos de antivenenos que são específicos para combater os efeitos de diversos animais peçonhentos como cobras, lagartas, aranhas e escorpiões.
Esses soros contém anticorpos capazes de neutralizar a toxina dos venenos e evitar complicações mais graves.
O Distrito Federal conta com 11 hospitais da rede pública equipados com soro antiescorpiônico, como ele é denominado. A medicação não é disponibilizada em unidades na rede privada.
As unidades que oferecem são: Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) Hospital do Guará (HRGU), Hospital de Brazlândia (HRBz), Hospital do Paranoá, Hospital de Ceilândia (HRC), Hospital do Gama (HRG), Hospital de Santa Maria (HRSM), Hospital de Planaltina (HRP), Hospital de Sobradinho (HRS) e o Hospital de Taguatinga (HRT).
Como se prevenir
O biólogo da Vigilância Ambiental da SES-DF, Israel Moreira, explicou ao Correio da Manhã que os escorpiões se abrigam em ambientes úmidos e escuros, podendo acessar residências por meio de conectores, como ralos, tomadas e redes elétricas.
"As caixas de esgoto, telefone e eletricidade devem estar vedadas. Como elas se comunicam com o interior das casas e dos apartamentos, é fundamental fazer também uma revisão na parte elétrica e nas instalações telefônicas, para evitar que os escorpiões saiam por tomadas e interruptores", aconselhou Moreira.
A Secretaria de Saúde informa que Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), vinculado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é referência no atendimento a casos de emergências toxicológicas, inclusive envolvendo animais peçonhentos.
O serviço possui atendimento 24 horas pelos telefones: 0800 644 6774 e (61) 9 9288-9358.
Menu