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Coleta seletiva cresceu 70% no DF

O Distrito Federal registrou o maior volume de recicláveis da série histórica e ampliou a cobertura do serviço para mais de 90% da população

Coleta seletiva cresceu 70% no DF
O serviço atende mais de 90% dos moradores de Brasília Crédito: Joel Rodrigues/Agência Brasília

A coleta seletiva no Distrito Federal alcançou 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis em 2025, maior volume da série histórica iniciada pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

O resultado representa um crescimento de cerca de 70% em comparação com 2021, quando foram recolhidas 36,3 mil toneladas, segundo a Agência Brasília. Atualmente, mais de 90% da população é atendida pelo serviço.

Nos últimos cinco anos, o governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores, enquanto a receita gerada pela comercialização de recicláveis chega a R$ 180 milhões.

Os dados do SLU indicam avanço contínuo do sistema ao longo dos últimos anos.

Em 2022, a quantidade recolhida chegou a 42,5 mil toneladas. Em 2023, o volume passou para 53,2 mil toneladas. No ano seguinte, atingiu 58,8 mil toneladas. Em 2025, foram registradas 61,3 mil toneladas coletadas.

Desse total, 35,3 mil toneladas foram comercializadas, o que corresponde a um índice de aproveitamento de 57,6%.

Os indicadores utilizados para medir a gestão de resíduos consideram fatores ligados à operação do serviço, à preservação ambiental e à inclusão social.

Entre os critérios avaliados estão a cobertura da coleta convencional e seletiva, o percentual de moradores atendidos, a quantidade de materiais reaproveitados, os índices de separação dos resíduos e a destinação dos rejeitos.

Também são observados redução do descarte irregular, aproveitamento de resíduos orgânicos, infraestrutura disponível e participação da população.

A estrutura voltada para a recuperação de materiais conta atualmente com 15 instalações de recuperação de resíduos (IRRs). Nessas unidades atuam cooperativas e associações de catadores contratadas pelo SLU para realizar a triagem dos materiais recebidos pela coleta seletiva.

A autarquia mantém 53 contratos com essas organizações. Desse total, 31 são destinados à triagem e 22 à execução da coleta.

Segundo o SLU, o crescimento também está relacionado à atuação dessas entidades, responsáveis pela separação e encaminhamento dos materiais para comercialização. O trabalho contribui para ampliar o reaproveitamento de itens descartados e gera renda para trabalhadores.

De acordo com o GDF, a rede foi ampliada nos últimos anos e passou a alcançar a maior parte dos moradores do DF. A expansão da cobertura permitiu aumentar a quantidade de materiais destinados à recuperação.

Apesar disso, o SLU aponta que a separação correta dos resíduos ainda representa um desafio. Parte do material chega misturada a rejeitos, o que reduz a eficiência da triagem e limita o aproveitamento dos recicláveis.