Goiás registrou no primeiro trimestre de 2026 o maior rendimento médio real habitual da série histórica iniciada em 2012.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), mostram que o valor chegou a R$ 3.878 entre janeiro e março deste ano.
O resultado representa alta de 15,5% na comparação com o mesmo período de 2025, com aumento absoluto de R$ 431. O estado teve o segundo maior avanço do país e ficou acima da média nacional, estimada em R$ 3.722.
O levantamento também apontou melhora em outros indicadores ligados ao mercado de trabalho. A taxa de desocupação ficou em 5,1% no primeiro trimestre, índice 0,2 ponto percentual menor do que o registrado no mesmo período de 2025.
No cenário nacional, a taxa alcançou 6,1%. Com o resultado, Goiás passou a ocupar a nona posição entre os estados com menor desemprego do país.
Outro dado apresentado pela pesquisa foi a redução da informalidade. O número de trabalhadores nessa condição caiu 3,2% no estado durante o período analisado. A taxa de desalento, que mede o percentual de pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 0,7%, um dos menores índices do Brasil. Goiás aparece na segunda colocação nacional nesse indicador.
O rendimento real, que corresponde à soma dos ganhos recebidos pelos trabalhadores, também atingiu o maior patamar da série histórica. O total chegou a R$ 14,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 3,4% em relação aos três meses anteriores. O desempenho ficou acima do crescimento nacional, que foi de 0,6% no mesmo intervalo.
Entre os setores que impulsionaram a expansão da ocupação estão o comércio e a construção civil. Na comparação com o último trimestre de 2025, o comércio cresceu 7% e alcançou 846 mil pessoas ocupadas. Já a construção civil avançou 0,3%, chegando a 306 mil trabalhadores.
Os números registrados em Goiás diferem do cenário nacional nesses dois segmentos.
No país, o comércio apresentou retração de 1,5%, enquanto a construção civil teve queda de 1,8% no período analisado.
Segundo o governo de Goiás, os resultados refletem ações voltadas à ampliação da atividade econômica e da oferta de empregos. O levantamento também indicou crescimento na renda das famílias goianas ao longo do primeiro trimestre deste ano.
Os dados divulgados pelo IMB integram a análise trimestral da PNAD Contínua, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).