Mato Grosso fechou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de 3,1% entre pessoas sem ocupação, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O percentual ficou abaixo da média nacional, calculada em 6,1%, e colocou a unidade federativa na segunda posição entre os menores índices do país, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que marcou 2,7%.
O levantamento também mostrou que houve redução na comparação com o mesmo período de 2025. Naquele trimestre, o percentual registrado em Mato Grosso era de 3,5%. Já no último trimestre do ano passado, o índice havia atingido 2,4%.
Segundo a série histórica da pesquisa, o aumento em relação ao fim de 2025 é considerado sazonal e ocorre em diferentes regiões no início de cada ano.
De acordo com o IBGE, o comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre costuma ser influenciado pelo encerramento de postos temporários criados no fim do ano, sobretudo no comércio.
Também pesa o término de contratos temporários ligados às áreas de Educação e Saúde em administrações municipais.
Mato Grosso apresentou uma taxa de subutilização da força de trabalho de 6,7%, a segunda menor do país. O indicador considera trabalhadores que atuam menos horas do que poderiam ou cidadãos disponíveis para exercer atividade remunerada, mas sem oportunidade.
No primeiro trimestre de 2025, a taxa de subutilização no estado era de 8,1%. Com isso, houve redução de 1,4% em 12 meses. O desempenho ficou abaixo do resultado nacional.
Depois de Santa Catarina, os estados com os menores percentuais de desocupação do país foram registrados em Espírito Santo, com 3,2%, Paraná, com 3,5%, e Rondônia, com 3,7%.
A pesquisa
Os dados fazem parte da Pnad Contínua, realizada periodicamente pelo IBGE para acompanhar o comportamento do trabalho e da renda no Brasil.
A pesquisa reúne informações sobre ocupação, rendimento, desalento e informalidade em todos os estados. O levantamento serve de base para análises econômicas e para o acompanhamento de políticas públicas ligadas à geração de renda e ao mercado de trabalho. A divulgação ocorre de forma trimestral e considera entrevistas realizadas em milhares de domicílios do país.
Os números divulgados pelo instituto são usados como referência por governos e setores produtivos em análises econômicas.