A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) investiga um possível vazamento de informações sobre a operação que teve como alvo o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, deflagrada nesta sexta-feira (18). A Operação Vectura Corrupta investiga a ligação de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o sistema de transportes da capital paulista.
A suspeita de vazamento surgiu depois que os agentes cumpriram mandados em dois endereços relacionados a Milton Leite e não conseguiram localizar o político.
“A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrada. Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, disse o delegado Fabrício Intelizano, de Mogi das Cruzes, um dos encarregados da ação.
De acordo com a PCSP, dez dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta foram presos. Apenas seis seguem foragidos.
Entre os foragidos estão o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite e o presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão, gestor da viação A2 Transportes.
Durante as buscas para tentar prender Milton Leite, a Polícia Civil localizou uma passagem secreta entre dois imóveis ligados ao ex-vereador. Uma das casas pertence a um assessor do ex-parlamentar e a outra seria do próprio Milton.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é suspeito de envolvimento em um esquema criminoso que envolve a infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo e em estruturas do poder público em São Paulo.
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