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Baixa visão na infância: alerta sobre diagnóstico

Perda visual precoce poder interferir no desenvolvimento da criança

Baixa visão na infância: alerta sobre diagnóstico
Especialista cita investigações importantes a serem feitas com a criança Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Ao contrário do que muitos pensam, a visão na infância é considerada fator de suma importância para o desenvolvimento global da criança, incluindo o motor, o cognitivo, a comunicação e o social.

A perda visual precoce pode interferir não apenas no aprendizado escolar, mas em todo o processo de desenvolvimento da criança. Nesses casos, quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de usar a chamada visão residual para desenvolver estratégias funcionais para o futuro.

O alerta foi feito pela oftalmologista Maria de Fátima Neri, que participa, em Salvador, do 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que termina neste sábado (12). A médica destacou que, quando se fala de baixa visão na infância, não se trata de uma simples diminuição da acuidade visual.

"A baixa visão pode comprometer a percepção visual, a exploração do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem, a comunicação, a autonomia e a participação dessa criança no mundo", disse. "Precisamos avaliar e entender o que a criança faz com o resíduo visual que tem."

Segundo Maria de Fátima, dentre as principais causas de baixa visão na infância figuram:

retinopatias causadas por infecção por sífilis, toxoplasmose e citomegalovírus;

catarata congênita;

glaucoma congênito;

anomalias do nervo óptico;

albinismo;

distrofias hereditárias da retina;

alta miopia;

doenças neurológicas;

deficiência visual cortical ou cerebral;

prematuridade.

A oftalmologista reforçou que, além do diagnóstico, é preciso avaliar as funções visuais da criança, incluindo a acuidade visual, além de entender, junto aos pais, o que ela consegue fazer e como a baixa visão interfere nas atividades diárias.

Na investigação junto com a família, a seguinte investigação deve ser feita:

A criança reconhece rostos? Consegue localizar objetos? Consegue brincar com autonomia? Como ela se comporta em diferentes condições de iluminação? O que ela deixou de fazer por causa da baixa visão?