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Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças

Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças
Em 2025 foram mais de 80 mil internações até os 14 anos de idade Crédito: Regiane Rocha/ Prefeitura de Palmas

As quedas e queimaduras foram as causas mais comuns de internação de crianças e adolescentes até os 14 anos de idade no Brasil, em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, ou 43,4% do total para essa faixa etária, e mais de 25 mil internações por queimaduras, 19,6% do total.

Os dados, compilados pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, foram retirados diretamente do DataSUS, repositório de dados que reúne as notificações em saúde no país.

Em 2025, ocorreram mais de 1,6 milhão de hospitalizações de pessoas no país por acidentes, consideradas todas as faixas de idade. Crianças e adolescentes até os 14 anos de idade responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total, sendo que 128,5 mil, 79,3% do total, mapeadas pelo Projeto Criança Segura.

 

Plano de emergência na saúde devido ao clima

Plano de emergência na saúde devido ao clima
Impactos climáticos ameaçam a saúde pública Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúne medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Niño é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo.

Diagnóstico tardio agrava esclerose múltipla

Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O alerta foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).

Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.

As principais barreiras enfrentadas

Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da doença. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença. Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde.

Tireoide na gestação I

Gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e com o funcionamento normal da tireoide não devem mais realizar o uso de medicamento hormonal.

Três grandes estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo, nesses casos, não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro.

Tireoide na gestação II

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia mudaram as recomendações aos médicos para diagnóstico, tratamento e cuidados de alterações da tireoide na gestação. As novas orientações têm como base a diretriz da Associação Americana da Tireoide

Controle de qualidade I

A resolução da Anvisa redefine as regras para laboratórios públicos e privados responsáveis por ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária no país. Entre as principais medidas, estão manter licença sanitária válida, ter responsável técnico e adotar sistema de gestão alinhado à ABNT.

Controle de qualidade II

A norma também amplia exigências de biossegurança, incluindo avaliação de riscos, programas de controle de pragas, gerenciamento de resíduos, capacitação periódica de profissionais e monitoramento das condições de segurança para atividades envolvendo agentes físicos, químicos e biológicos, visando fortalecer a confiabilidade dos ensaios.

Saúde quilombola I

Para organizar a resposta do SUS às necessidades da população quilombola, foi pactuada na última quinta (27) a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida teve a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite.

Saúde quilombola II

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território ao planejamento e organização do SUS.