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Menor vegetação nativa aumenta exposição do país ao El Niño

Menor vegetação nativa aumenta exposição do país ao El Niño
Ondas de calor ainda são negligenciadas Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em 41 anos, a vegetação nativa foi reduzida a 65% do território brasileiro, aponta a Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do MapBiomas, divulgada na quarta (12). Ao longo dessas quatro décadas, áreas onde as florestas permaneceram foram menos afetadas pelo fenômeno El Niño - aquecimento da superfície equatorial do Oceano Pacífico que causa eventos climáticos extremos na América do Sul.

A nova coleção traz resultados do mapeamento do território nacional, de 1985 até 2025, a partir de 33 classes de cobertura da terra, como biomas, atividades humanas, tipos de vegetação e superfície de água, por exemplo.

Nesta edição, os dados foram cruzados aos da plataforma MapBiomas Atmosfera, que monitora o clima e a qualidade do ar no país. Os pesquisadores observaram especialmente a ocorrência de extremos climáticos.

 

Ondas de calor ainda são negligenciadas

Ondas de calor ainda são negligenciadas
El Niño pode provocar extremos e aumentar riscos à saúde Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

A Amazônia foi o bioma mais afetado pelo déficit de chuvas nos três El Niño, sendo que, no último, ocorrido em 2023/2024, os efeitos mais intensos registrados foram nas áreas de agropecuária. Essas regiões, onde o ser humano deu outro tipo de uso à terra que antes abrigava floresta, sofreram uma redução de 178 milímetros de precipitação em relação à média histórica. O Pantanal foi drasticamente afetado pelo último El Niño ocorrido, o que levou o bioma a registrar o ano mais seco da série histórica em 2024.

Agressões a mulheres sobem em dias de futebol

Os registros de agressão - lesão corporal dolosa - decorrentes de violência doméstica contra mulheres crescem 28,9% em dias de jogos de futebol.

É o que aponta a 2ª edição do estudo Futebol e violência contra a mulher, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e lançado na terça-feira (11) em evento na sede do Grupo Mulheres do Brasil, em São Paulo. Os resultados apontam também aumento de 27,4% nos casos de ameaça contra as mulheres em dias de jogos.

As mullheres jovem são as mais afetadas

Mulheres na faixa entre 15 e 29 anos, são as mais impactadas, com aumento de 44,4% em ameaças e em lesões corporais dolosas em dias de jogos. Para a pesquisa, foi feita uma análise da relação entre registros de ocorrência e resultados de jogos do Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa Sul Americana em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre entre 2023 e 2025.

A internet para os jovens

A pesquisa Adolescência Sem Filtro, divulgada na quarta-feira, que ouviu mais de 500 jovens de 13 a 18 anos mostrou a ambivalência na relação dessa população com a internet. Ao mesmo tempo em que metade dos entrevistados reconheceu que passa tempo demais online, 63% disseram sentir felicidade ao se conectarem.

Interesse em mudança

Ainda na pesquisa, 71% dos entrevistados acreditam que a internet deve continuar a existir, mas com mudanças, enquanto 9% acham que a internet deveria acabar. Encomendada pelo Instituto Alana, o estudo foi feito pela Agência Koga, que recrutou e treinou adolescentes para realizar a etapa qualitativa das entrevistas.

Sem transmissões ao vivo

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou, nesta quarta-feira (12), que a empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação do mesmo nome, suspenda a função de transmissões ao vivo e compartilhamento de vídeos no Brasil. A companhia tem até três dias para cumprir a determinação, que tem caráter preventivo.

Brasil reduz pobreza I

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, em 2025, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades. Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho.

Brasil reduz pobreza II

Índices de saúde - como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação - como queda do analfabetismo; e segurança, - como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.

Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis.

Migração de dados

O Ministério da Saúde iniciou uma estratégia desenvolvida com o Serviço Federal de Processamento de Dados para ampliar progressivamente a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados e serviços digitais de saúde. A pasta informou que o país deve se tornar um dos únicos com soberania sobre dados públicos do setor